Por pedro.logato

Rio - O técnico Cristóvão Borges pensou o Fluminense de 2015 em cinco pilares: na defesa, o goleiro Diego Cavalieri e o zagueiro Gum; no meio, Jean e Wagner, além de Fred no ataque. No entanto, antes mesmo do início da temporada, uma das vigas de sustentação ruiu. Gum teve problemas e foi submetido a duas cirurgias de apendicite e só voltará em meados de fevereiro. Além disso, o outro zagueiro, Marlon, que se destacou no ano passado, está na seleção sub-20 disputando o Sul-Americano da categoria.

Cristóvão procura encaixar sua zagaDivulgação

“Tem três ou quatro no time que dificilmente irão sair. Quem vai tirar jogadores como Diego Cavalieri, Jean, Wagner e Fred?”, questionou o atacante Walter citando algum dos pilares tricolores no esquema do treinador Cristóvão Borges.

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Durante toda a pré-temporada, a defesa titular foi formada por Henrique e Guilherme Mattis, mas o treinador não estava convicto sobre sua dupla de zagueiros que formavam a linha defensiva com os laterais Renato e Giovani. Por isso, ontem, no treino técnico, o comandante barrou Mattis e testou Victor Oliveira, recém-chegado do Atlético-GO na equipe titular.

“Muitas pessoas falam que vários jogadores passam e outros jogam de verdade. Tenho a meta de fazer história aqui, conquistar títulos. Não penso pequeno, porque o Fluminense é clube grande. Espero fazer grandes atuações e conseguir o apoio da torcida”, afirmou, com personalidade, Victor Oliveira à Rádio Globo.

Mattis tem, 1,94m e é especialista em jogo aéreo. Já Oliveira é quatro centímetros mais baixo que o companheiro, mas compensa na velocidade e recomposição. Uma boa dor de cabeça para Cristóvão.

Walter admite que é ele ou Fred

Visivelmente mais magro, Walter diz que perdeu entre seis e sete quilos e está motivado para a temporada. No entanto, ele acha difícil Cristóvão o colocar para jogar com o craque do time.

“Não vou mentir. Jogo na posição do Fred. É complicado demais jogarmos juntos. Minha situação segue a mesma. Se ele machuca ou é poupado tenho que estar pronto. Se não, vem o Michael, que é um grande atacante, e me atropela”, afirmou o atacante que admitiu ter tido propostas para sair:

“Foram três propostas: Santos, Flamengo e Goiás. Essas três posso falar que aconteceram. Não deu certo, tem o Porto envolvido, o próprio Fluminense. Se não for aqui, tenho que buscar meu espaço. Mas eu sou o tipo de pessoa que, se não me sentir bem, bato na porta e peço para sair”, disse ressaltando que está feliz no clube.

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