Por jessica.rocha

Rio - Quase 13 anos se passaram desde que Magno Alves se despediu do Fluminense rumo ao futebol da Coreia do Sul para um dos mais complicados desafios da sua vida. Agora, com 39 anos, o atacante reencontra a clube que o projetou para o futebol brasileiro. Muitos outros caminhos foram trilhados pelo jogador no futebol asiático, em clubes nordestinos como Sport e Ceará e também pelo Atlético-MG. Assim como o Tricolor que voltou aos tempos de glórias levantando dois Brasileiros e uma Copa do Brasil. Acompanhado do vice-presidente de futebol, Mário Bittencourt, e do diretor executivo, Fernano Simone, o jogador foi apresentado com pompa e com uma sala de imprensa lotada de jornalistas. O reencontro foi selado pelo atleta e pelos representantes do clube carioca.

Após treze anos longe%2C Magno Alves está oficialmente de volta ao FluminenseAndré Mourão

"Estamos aqui apresentando o Magno, queríamos ele desde o ano passado. Primeiro pela qualidade técnica e pela excelente condição que ele se encontra. A gente acompanhava ele há algum tempo. E segundo porque era desejo do Flu repatriar e ter um projeto bonito para ele. O Magno Alves foi e é ídolo dessa torcida. Ele representa um período em que o Flu começou a se reerguer e ele foi um dos pilares do começo da recuperação do Flu no começo dos anos 2000. Artilheiro do Brasileiro, campeão Carioca em 2002. Então tinhamos esse interesse de trazer de volta esse grande tricolor.", afirmou Bittencourt.

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Magno Alves volta ao Tricolor querendo entrar na lista dos dez maiores artilheiros da história do clube. Com 114 gols em 265 jogos, o Magnata está cinco atrás de Ézio, que abre a lista. Nas Laranjeiras, o atleta participou das temporadas de 1998 até a de 2002, sendo campeão do Carioca no ano do Centenário da equipe carioca e da Série C em 1999. O atleta ainda não tem presença confirmada no duelo de sábado contra o Joinville pois ainda aguarda a regularização da sua situação burocrática.

"É com imensa gratidão e felicidade por esse retorno. Estou feliz, eu venho para ajudar. Nesses 13 anos eu senti muita saudade. Fico feliz de chegar aqui, mas é um grupo, um elenco, que tenho para trabalhar. Vim para ajudar dentro de campo, procurar dar o meu melhor, mesmo com a idade avançada. ", afirmou.

No Tricolor, Magno vai encontrar um outro ídolo da torcida e um outro grande goleador, Fred. Segundo o experiente atleta nada impede que os dois jogadores formem uma dupla de ataque que já marcou 264 gols (Fred tem 150) com a camisa do clube das Laranjeiras.

"Fico feliz, acho que podemos jogar juntos. Mas teremos que provar que isso é possível. Atacantes vivem de gols. Nenhum jogador vem para ficar no banco, mas tenho que mostrar no dia a dia que tenho condições de atuar. Fred é uma referencia, tanto no ataque, quanto no clube. Acho que é um estilo que combina com o meu que é de movimentação tem tudo para dar certo. É um jogador que está fazendo história, é bom estar aqui para viver isso", opinou.

Magno Alves vai utilizar a camisa 20 em homenagem a Assis e WashingtonAndré Mourão

Metas de gols

A minha característica não é de um jogador "fominha". É importante ter metas, mas sempre procuro ajudar a equipe, vencendo. Se eu precisar tocar para um companheiro melhor colocado eu vou fazer. A gente tem que vencer, o gol do Fred ou do Magno, tanto faz

Cobrança

Com a idade, a responsabilidade aumenta. Fui artilheiro do Brasil ano passado, a cobrança existe. Vou trabalhar para isso, serei cobrado, mas vou procurar sempre fazer o meu melhor e conseguir vitória no Fluminense

Memória

É bom recordar as coisas boas. Passamos momentos complicados. A gente vê as mudanças aqui, eu vou procurar fazer coisas novas também no Fluminense. Foram 13 anos longe daqui, ganhei experiência e acho que posso dar cada vez mais o meu melhor.

Expectativa para os mais jovens

Eles podem ver no Youtube os meus gols, ou os tricolores mais velhos podem mostar os vídeos, principalmente os cinco gols contra o Santa Cruz (risos). Preciso construir o presente, a gente tem que se preparar para render em auto nível no Fluminense

Realidade diferente

Atuei em um momento complicado, disputei Série C e quando eu deixei a equipe, o Flu ganhou dois Brasileiros, uma Copa do Brasil e eu me imaginava. Mas agora estou de volta, sei que podemos construir isso de novo.

Contato com os jovens de Xerém

São os desafios da vida. Que bom que temos grandes jogadores jovens como Kenedy, Gerson. Vou procurar o meu espaço ao lado deles. Tenho certeza que os 39 anos me dão muita experiencia para passar para eles

Mudança de caracteristica

Acho que a bola tem entrado mais. Creio que pela experiência, o posicionamento melhora. Tenho estado mais próximo do gol. O Romário me dizia muito isso, quando jogamos aqui em 2002. Acho que foi uma evolução que tive.

Segredo da vitalidade

Sem Deus eu não sou nada. Vem dele tudo que tenho. Deixei uma cidade com 15 mil habitantes, sem nada e hoje estou representando a nação tricolor. Sempre tive cuidado. Sei de onde vim, então me cuido, na alimentação e procuro ser tranquilo. Infelizmente hoje em dia os jogadores na maioria só pensam em dinheiro e eu sempre tive cuidado. Acho que somos privilegiados, amamos o que fazemos e ainda recebemos por isso.


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