Por renata.amaral

Rio - Eduardo Baptista assume o Fluminense com uma dura missão pela frente: recuperar a equipe. O Tricolor, que passou o primeiro turno disputando o G-4 do Campeonato Brasileiro, amarga a pior campanha do returno e não consegue emplacar bons jogos desde a virada da competição. O novo comandante foi apresentado nesta sexta-feira, nas Laranjeiras.

LEIA MAIS: Notícias, contratações e bastidores: confira o dia a dia do Fluminense

"O Fluminense tem uma filosofia parecida com a maneira que eu tenho para a minha carreira. Quando tracei o meu plano de carreira, sempre sonhei em trabalhar aqui. Não que o Sport não tenha, mas eu senti que estava chegando o fim da minha história lá. Fiquei muito feliz com o convite do Fluminense. Fui muito bem recebido e estou com muita confiança para conseguir encarar esse desafio", disse Eduardo.

Eduardo Baptista começou seu trabalho no FluminenseDivulgação

O técnico chega tendo que lidar com a questão polêmica de Ronaldinho Gaúcho. Contratado para ser uma das referências da equipe, o jogador ainda não conseguiu emplacar no Tricolor. Mesmo com o peso de R-10, Eduardo garantiu que não há prioridade.

"O Ronaldinho tem um peso. É um jogador de extrema qualidade. Mas a disputa é dentro de campo. Acima de todos nós tem a instituição Fluminense. Conversei rapidamente com ele, ele se mostrou muito solicito em ajudar. Os mais jovens muito motivados. O que encontrei aqui já me deixa muito tranquilo. Vai jogar quem estiver melhor. Quem treinar melhor. Como sempre fiz em toda minha carreira. Conheço boa parte dos atletas. Deixei para ele que está aberto e todos vão ter chance de jogar. Quem se escala é o jogador", explicou.

Eduardo não chegou a comandar as atividades da equipe na manhã desta sexta-feira, na Urca. O técnico apenas observou os atletas, mas conversou com todos os atletas.

"Tive uma conversa com quase todos os atletas. Primeiro em grupo, depois individualmente. O Fred é um líder. Acho que essa vontade de acertar, a busca por fazer o certo está sendo rápida demais. Tentei dar uma cara que eu acho que é a certa para o momento. Esse já é um grande passo para se mudar", disse Eduardo, que completou:

"Seja pela confiança, falta de segurança. O que tivemos hoje no campo foi o mínimo. Um treino só, mas taticamente fizemos alguma coisa. Essa questão de confiança nós conversamos individualmente. Eu vi essa equipe há poucos meses e me animou muito."

No novo trabalho que tem pela frente, Eduardo já traçou seu objetivo: o G-4 do Brasileirão. Mesmo com apenas 1% de chances matemáticas de atingir a zona de classificação para a Libertadores, segundo o 'Infobola', o técnico deixou claro que chega confiante.

"Vejo um espaço para G-4 e nós vamos trabalhar bastante. Temos um campeonato bastante competitivo, temos a Copa do Brasil, vamos buscar a classificação", concluiu.

Você pode gostar