Fluminense utiliza o improviso para suprir desfalques

Sem laterais de ofício, Eduardo Baptista acerta time para enfrentar o Santos no domingo, na Vila Belmiro

Por O Dia

Rio Grande do Sul - A classificação à semifinal da Copa do Brasil deu mais ânimo ao Fluminense para buscar a recuperação no Brasileiro, mas os desfalques preocupam. Sem Fred, Gustavo Scarpa e Cícero, o técnico Eduardo Baptista se viu obrigado a mudar todos os setores para buscar a segunda vitória seguida na competição, no domingo, contra o Santos. O improviso foi a solução para resolver o problema nas laterais, maior dor de cabeça atualmente.

Ao escalar Wellington Paulista no lugar de Fred e Osvaldo no de Scarpa, Eduardo Baptista só teve o trabalho de escolher entre as opções no elenco. Em compensação, nas duas laterais, a decisão foi mais difícil.

Fluminense se prepara para enfrentar o SantosNelson Perez/ Fluminense F.C. / Divulgação

Na direita, sem Wellington Silva, machucado, e com Renato sem agradar, o treinador improvisou o meia Higor Leite. Lateral nas últimas partidas, Jean voltou para o meio para substituir Cícero. Por via das dúvidas, Ayrton, dos juniores, foi relacionado.

Na esquerda, a situação é ainda mais complicada. Os três laterais estão machucados — Giovanni e Léo só voltam ano que vem e Breno Lopes é incógnita. Com isso, o zagueiro Victor Oliveira foi improvisado no setor no treino de ontem. Douglas, do time sub-20, foi chamado às pressas e se juntou ao grupo em Porto Alegre, podendo ser aproveitado também.

Se não bastassem os desfalques, os problemas nas laterais vieram justamente contra uma equipe que preocupa o treinador pelo estilo de jogo pelos lados do campo.

“O Santos é um time altamente ofensivo começando pelos seus laterais, que são pontas. A única dúvida no time é a lateral esquerda. Dei uma olhadinha no Douglas no treino e quero dar mais uma conferida. Higor Leite entrou bem contra o Grêmio, com personalidade em uma situação difícil, e vou dar uma oportunidade para ele”, explicou Eduardo Baptista.

ESCOLHA TÁTICA NO ATAQUE

Das opções que tinha para substituir o capitão Fred, Eduardo Baptista optou por Wellington Paulista em vez de Magno Alves por uma questão tática. A ideia é tentar atrapalhar a saída de bola da equipe adversária.

“O Santos tem um diferencial que é o Renato, o principal articulador. Preciso de um cara de força, de velocidade, para que contenha esse homem. O Wellington Paulista tem essas características para eu conter as investidas dele e, quando eu estiver com a bola, ter velocidade para sair para jogar”, explicou o treinador.

Ele lamentou a ausência de Fred: “É um líder dentro e fora do campo. Dá exemplo.”