Fluminense chama a torcida para tentar sair da má fase

Tricolor tenta melhorar a média de público na temporada

Por O Dia

Rio - O fim da partida contra o Coritiba — um sonolento 0 a 0 no Estádio Raulino de Oliveira —, o técnico Levir Culpi apontou para a arquibancada na hora de justificar o péssimo resultado: a pequena presença da torcida. No sábado, apenas 1.826 tricolores compareceram ao estádio (917 pagantes), um número muito abaixo do nível do clube.

“Precisamos dar uma melhorada no astral. Talvez a gente esteja no ano mais difícil da história do Fluminense, jogando fora e com pouca gente incentivando. Apanhamos um pouco com isso”, afirmou o treinador.

Fluminense vem tendo dificuldade com jogos longe do RioNelson Perez/ Fluminense F.C. / Divulgação

Sem poder contar com o Maracanã e o Engenhão, o Fluminense é obrigado a sair da cidade do Rio para mandar seus jogos. Neste Brasileiro, o clube tem uma média de 6.704 torcedores, o que o deixa em 16º lugar, na frente apenas de Chapecoense, Ponte Preta, Botafogo e América-MG. Ano passado, o Flu ficou em 10º (16.351), e em 2014 foi o 8º (18.490).

Para tentar se aproximar mais um pouco do desconfiado torcedor, que no sábado não poupou vaias aos jogadores, a diretoria mudou de ideia e bateu o martelo sobre o local do jogo da próxima quarta-feira, contra o Ypiranga-RS, pela Copa do Brasil. Inicialmente marcado para Volta Redonda, o confronto foi transferido para o estádio do América, em Edson Passos, na Baixada.

A diretoria tricolor desembolsou aproximadamente R$ 700 mil para fazer uma pequena reforma no estádio, como a troca do gramado, ampliação dos vestiários e colocação de roletas eletrônicas.

Apesar da liberação do estádio de Edson Passos, o Fluminense continuará atuando longe do Rio. O clube vendeu os mandos de campo dos jogos contra Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e São Paulo pelo returno.