Por gabriel.santos

Rio - A relação entre Fluminense e o técnico Levir Culpi parece não ter sido encerrada em bons termos. Depois da goleada sofrida para o Cruzeiro no último domingo, o treinador teve sua demissão anunciada pelo presidente Peter Siemsen logo após o fim da partida.

Levir Culpi não resistiu aos resultados ruins e acabou demitidoDivulgação

Campeão da Primeira Liga, logo no começo de seu trabalho, Levir não escondeu a mágoa numa nota oficial publicada em seu site oficial, dizendo estar 'puto da cara' e afirmando que o Tricolor é conhecido mundialmente como 'o clube que mais demite técnicos'.

Levir assumiu o Fluminense em março deste ano, chegando para o lugar de Eduardo Baptista, demitido ao mesmo tempo em que Mário Bittencourt, até então vice de futebol, também deixou o clube. O advogado hoje é candidato à presidência do clube. 

Confira na íntegra a nota divulgada por Levir Culpi: 

?"Estou “puto da cara”, mas preciso dizer algumas palavras. Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota. Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã. Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência? Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós. Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros. Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro “De volta ao inferno”, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu. Assim como o livro anterior, “Um burro com sorte”, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!"

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