Por luis.araujo

Rio - Desde 2009 nas Laranjeiras, Gum viveu sua pior fase com a camisa tricolor na temporada passada e, agora, não conta mais com o prestígio de outrora. O alto salário do zagueiro é um dos motivos que fazem com que o clube o coloque na vitrine para ser negociado e, na primeira entrevista no ano, o técnico Abel Braga não mostrou muito entusiasmo sobre a permanência do jogador.

Gum e Henrique formaram a dupla de zaga tricolor em 2016Nelson Perez/ Fluminense F.C. / Divulgação

O contrato de Gum com o Fluminense tem duração até o fim de 2018, com vencimentos perto dos R$ 300 mil. No início do ano passado, o Santos chegou a abrir negociação pelo zagueiro, mas o alto valor salarial emperrou a transação. Em 2017, nenhum clube mostrou interesse até o momento.

Gum, que completou 31 anos na semana passada, foi titular nas campanhas da incrível fuga do rebaixamento em 2009 e dos títulos brasileiros de 2010 e 2012. Além de ser o responsável pelo surgimento do apelido ‘time de guerreiros’. O gol marcado com a cabeça enfaixada no fim da partida contra o Cerro Porteño garantiu o Tricolor na final da Copa Sul-Americana de 2009 e deu origem à alcunha que acompanha a equipe desde então.

A identificação com a torcida fez com que o clube renovasse o contrato do zagueiro no início de 2015 por mais quatro anos. Na temporada passada, porém, as falhas no Brasileirão irritaram os tricolores e a lua de mel chegou ao fim. Perguntado sobre a situação de Gum, Abel Braga foi genérico e não mostrou entusiasmo com a presença dele no elenco.

“Conto com todo mundo. Todo mundo vai se reapresentar, todo mundo tem contrato. Questão de jogar ou não, não tem como dizer agora, é aquilo que vou avaliar o que é melhor para equipe e para o clube ao longo do desenvolvimento do trabalho. Todos vão se reapresentar na segunda-feira independentemente de quem vai sair ou não. Vou trabalhar com todo mundo”, disse o treinador.

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