Com medo de traficantes, jogadores do Fluminense usam 'senha' para entrar no CT

A casa dos treinamentos do Tricolor localiza-se numa área de risco e confrontos entre traficantes e policiais da UPP Cidade de Deus

Por O Dia

Rio - A falta de segurança nos arredores do Centro de Treinamento do Fluminense vêm causando grande preocupação para as pessoas que vivem o dia a dia do futebol Tricolor. Ao mesmo passo que a construção é bonita e moderna, localiza-se numa área de risco e confrontos entre traficantes e policiais da UPP Cidade de Deus. Segundo reportagem 'UOL', a facção criminosa “Comando Vermelho (CV)” chegou, inclusive, a criar um código para os jogadores do clube entrarem com segurança no local.

Ruas dos arredores do CT Tricolor são rotas de fuga para traficantes da Cidade de DeusReprodução Instragram

Jogadores, dirigentes, membros da comissão técnica e imprensa devem seguir procedimentos em seus carros ou táxis quando estiverem nas ruas próximas ao local de treino a fim de serem identificados. Eles devem ligar o pisca-alerta , acender a lanterna e andar em baixa velocidade. Assim, facilitará aos criminosos saber de quem se trata e evitar problemas nos arredores do local.

De acordo com o UOL, três jogadores, um funcionário e um segurança que atua no CT confirmaram o caso. Perto do CT, é possível ver barricadas e pichações com as iniciais da facção criminosa. Ainda de acordo com a reportagem do UOL, segundo especialistas de segurança pública, o local é considerado de alto risco, pois se apresenta como principal rota de fuga dos bandidos da Cidade de Deus em situações de conflito com a polícia, outras facções e milicianos.

Obras ainda acontecem no localReprodução Instagram %40pedroantonioflu

CT já foi roubado e invadido

No ano de 2016, o local viveu momentos tensos em relação a segurança. Em maio, quando o Centro de Treinamentos ainda não havia sido inaugurado, bandidos entraram durante a madrugada e roubaram 10.200 camisas. As peças, usadas para arrecadar dinheiro para financiamento da obra, foram avaliadas pela polícia em R$ 2 milhões. Ninguém foi preso.

Já em dezembro, os funcionários que trabalhavam fazendo a segurança no Centro de Treinamento do Fluminense, na Barra da Tijuca, passaram por momentos de tensão quando bandidos invadiram o local para um assalto e trocaram tiros com a polícia. Dois seguranças ficaram feridos. A polícia foi acionada assim que a invasão ocorreu e nada foi roubado. Um homem foi preso.