Novo xodó do Fluminense, Calazans busca primeiro gol nos profissionais

Atleta saiu da base tricolor para o time principal, conquistou a torcida e é uma das apostas de Abel Braga contra o São Paulo, neste domingo, às 16h

Por O Dia

Rio - Véspera de Fla-Flu no Maracanã e Marcos Calazans só foi dormir por volta das 6h de domingo. A falta de sono não teve nada a ver com a ansiedade por ser titular no clássico. Era a responsabilidade que o garoto de 21 anos, novo xodó da torcida tricolor, vem criando. Gabriela, que espera uma filha dele, havia ligado por volta das 23h de sábado reclamando de dores. O atacante então saiu de casa, na Barra, foi buscá-la no Recreio e a levou ao Hospital Pasteur, no Méier.

Calazans está a espera de sua primeira filha, Maria LisNelson Perez/ Fluminense F.C. / Divulgação

Um exemplo de como a vida de Calazans mudou em pouco tempo. Além da espera por Maria Lis, que nascerá em setembro, ele saiu da base tricolor para os profissionais, conquistou a torcida e neste domingo é uma das apostas do técnico Abel Braga contra o São Paulo, às 16h, no Morumbi.

"Não foi nada de grave e está tudo bem, mas não consegui dormir. Avisei ao clube (os jogadores não concentram na véspera de partidas no Rio) e falei que estava pronto para o jogo. Espero que a Maria dê muita alegria a essa família. É muita ansiedade, vou ser pai. Farei de tudo para dar as melhores coisas possíveis a ela", disse Calazans, que ao mesmo tempo que vai aprendendo o que é ser pai também começa a ganhar mais responsabilidade como novo xodó tricolor.

"Muita coisa aconteceu rapidamente. Felizmente estou conquistando meu espaço e fico feliz com o carinho. Se a torcida pede, eu tenho que fazer o meu trabalho, dar assistências e buscar meu primeiro gol nos profissionais", disse.

Apesar de um 2017 recheado de emoções, Calazans teve outras experiências marcantes na curta carreira. Antes de chegar aos profissionais, jogou por um ano na República Tcheca. Tinha 18 anos e morou sozinho. Gostou tanto que, quando retornou ao Brasil, pediu para ficar com uma casa que o pai, Jucimak, construiu, em Duque de Caxias.

"Era muito novo e tive minha primeira experiência num país com cultura e comidas diferentes, idioma complicado. Fiz boas partidas, aprendi inglês. Quando voltei, vivi um ano e meio sozinho, perto da casa do meu pai", relembrou.

Mas justamente quando chegou aos profissionais Calazans optou por morar com a mãe, Alessandra. Com a paternidade batendo à porta e a oportunidade de jogar no Fluminense, o atacante tem ajuda para não se perder.

"Na verdade, eu é que chamei minha mãe para morar comigo. Ela ajuda muito. Quando você sobe para os profissionais, o que mais pode aparecer são falsas amizades e mulheres. Não pode deixar essas coisas atrapalharem. Ter uma pessoa que você ama por perto ajuda muito", explicou.

Ganhando responsabilidade e vivenciando novas experiências nesta temporada, Calazans ainda está em busca do primeiro gol nos profissionais. A ansiedade é grande, assim como a vontade de homenagear filha, pai, mãe... "Tem muita gente que merece homenagem. Meu pai foi quem mais me ajudou na carreira, abdicou de muita coisa pelo meu sonho. Minha mãe é a pessoa que mais amo... Não tem como homenagear só uma pessoa", admitiu.