Varejão mostra otimismo e garante que o basquete tem chance de medalha

Ala-pivô da seleção brasileira destaca campanha na Olimpíada de Londres e na Copa do Mundo da Espanha

Por O Dia

Rio - A expectativa de Anderson Varejão para a Olimpíada do Rio é proporcional à sua altura. O ala-pivô de 2,11m é puro otimismo ao falar sobre a chance de conquistar uma medalha, impulsionada pela certeza de que a seleção brasileira já provou que pode encarar qualquer adversário em nível mundial. Em 2016, será a hora de coroar toda uma geração.

Anderson Varejão já vive expectativa pela Olimpíada do RioDivulgação Coca-Cola

“A ansiedade é grande, saber que vai ter uma Olimpíada no Brasil. Queremos fazer algo especial, ficar marcado na história do basquete mundial e brasileiro. Vamos em busca de um resultado positivo, a conquista de uma medalha”, disse o jogador do Cleveland Cavaliers.

Os Jogos do Rio devem encerrar o ciclo de uma geração que viveu altos e baixos, desde o retorno do país a uma Olimpíada (Londres-2012) até o bom desempenho do Mundial da Espanha, ano passado.

Anderson Varejão faz parte do time olímpico da Coca-ColaDivulgação

“Tivemos momentos difíceis, em competições nas quais não fomos bem. Já em outras fomos bem. Nos últimos dez anos, tivemos problemas de lesão, não ficamos sempre juntos”, afirma.

Problemas enterrados no passado, a certeza que ele tem é a de que a Seleção reúne potencial de sobra para chegar ao pódio no Rio. As campanhas nas últimas principais competições (quinto lugar na Olimpíada de Londres e sexto no Mundial, depois de uma derrota dolorida para a Sérvia nas quartas de final) alimentam o desejo e aumentam ainda mais o otimismo de Varejão: “Nós provamos nos últimos anos que temos grande chance de conquistar uma medalha. Mostramos nas duas últimas competições mais importantes que estamos jogando de igual para igual com todos. Somos capazes.”

Pouco tempo de quadra

A corrida olímpica até o Rio começou de forma diferente para Varejão no Cleveland. Ele vive uma situação que não estava acostumado: tempo de quadra reduzido. É a menor média do brasileiro em 12 temporadas na NBA, com apenas 7,6 minutos por jogo. Mas nada que abale a sua confiança.

A meta é se manter em excelente forma, para chegar tinindo ao Rio. O início de temporada também é para espantar de vez o fantasma das lesões — Varejão foi submetido em dezembro a uma cirurgia no tendão de Aquiles esquerdo: “Desde o início da temporada tenho falado que este ano estou concentrado em fazer uma boa temporada, jogar os 82 jogos. Estou bem fisicamente, mas ainda não cem por cento. É uma temporada longa. Não posso deixar isso me abalar. É continuar a treinar, entrar em quadra e jogar firmemente, como sempre fiz. Se me perguntar se queria jogar mais? Claro que gostaria”, admite.

Cabeça no lugar para fazer bonito

O fato de jogar em casa é o principal aliado do Brasil para chegar ao pódio, mas a pressão da torcida também pode atrapalhar o rendimento. O aspecto psicológico não pode ser vilão em 2016.

“Vamos jogar com a torcida a favor. Temos de estar preparados para alguns momentos em que as coisas não vão funcionar, momentos ruins durante os jogos. É não deixar que isso nos abale jogando em casa. É saber que o mais importante é estar focado no jogo”, ensina Anderson Varejão, que foi indicado para participar do revezamento da tocha olímpica.

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