Por pedro.logato

Rio - O centro de hóquei sobre a grama, em Deodoro, recebeu elogios dos jogadores que disputam o evento-teste. Os dois campos e os vestiários foram elogiados e existe a esperança de crescimento do esporte com a nova estrutura. Mas nem tudo é alegria. As brasileiras lamentam não poder usar o campo justamente na Olimpíada. “É triste, temos o gostinho do evento-teste e não poderemos estar em 2016”, afirma a jogadora Mayara Fredizzi.

O hóquei sobre a grama não garante a presença do país-sede na Olimpíada caso ele esteja em um nível abaixo dos demais. E as brasileiras não alcançaram a meta de ficar em 40º no ranking e nem tiveram resultado expressivo. Já o time masculino se garantiu com o quarto lugar no Pan de Toronto.

Para Mayara%2C é triste não ter a chance de competir em 2016%2C em casaMárcio Mercante

“É importante manter a integridade dos Jogos. Nós não queríamos e não achamos bom para as brasileiras ter jogos em que tomassem 20 ou 30 gols”, explicou David Luckes, diretor esportivo da Federação Internacional de Hóquei (FIH).

A explicação não convenceu as mulheres, que protestaram pela forma como foram tratadas pela Confederação Brasileira (CBHG). Como elas não mostraram evolução, não receberam apoio financeiro e ficaram fora da Liga Mundial e do Pan. Algumas, inclusive, abandonaram a Seleção.

“É um sonho que não podemos realizar. O hóquei precisa ter mais incentivo, tem que aproveitar essa quadra e fazer escolinha de base, precisa botar dinheiro. É o terceiro esporte mais jogado no mundo e no Brasil parece que é o último”, desabafou a atleta Jacqueline Peyloubet.

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