Por renata.amaral
Publicado 16/12/2015 12:42 | Atualizado 16/12/2015 12:50

Paraíba - Era para ser apenas uma seletiva para formação da seleção brasileira de taekwondo, mas o evento em João Pessoa, no último fim de semana, se transformou num festival de pancadaria. William Matias, da categoria até 80kg, acusa dois titulares da equipe nacional, Gustavo Almeida e André Bilia, que defendem a equipe do São Caetano, e o técnico Rafael Valério, vinculado à mesma agremiação, de terem-no agredido. Matias diz que outros dois atletas da mesma academia o ameaçaram, mas não chegaram às vias de fato.


William diz ter sido agredido na seletiva para integrar a seleção brasileira de TaekwondoReprodução Instagram

Matias diz que o episódio teve origem num processo seletivo para gravação de um comercial para TV, em setembro, mas por contrato está proibido de revelar qual é a marca anunciante. "A produtora buscava atletas de taekwondo. Vários participaram, inclusive Gustavo e André, mas apenas eu e Maicon Andrade fomos selecionados. Em João Pessoa, no sábado, Gustavo me abordou, embaixo da arquibancada do ginásio, onde eu tinha colocado meu celular para carregar, dizendo que eu havia falado mal dele para os produtores, o que poderia tê-lo prejudicado na seleção. Isso é mentira, mas eles me colocaram contra a parede. André então me deu uma rasteira. Eu questionei o motivo de ter feito aquilo, e aí o técnico deles me agrediu. Levei uma cabeçada no nariz e vários socos. Eles só pararam de me bater porque ameacei chamar a polícia."


Segundo o diretor técnico da Confederação Brasileira de Taekwondo, José Alexandre Barbosa Lima, William também agrediu.


"Isso não é verdade. Eu apenas me defendi. Havia cinco caras contra mim, inclusive de categorias mais pesadas do que a minha. Sou faixa-preta, mas não sou ninja. Não seria louco de partir para cima deles". Segundo Matias, todo tipo de golpe foi empregado na refrega. "Teve chute, soco, cabeçada". O atleta diz que sofreu apenas uma luxação na mão e uma inflamação no nariz.


Procurados pela reportagem do iG, Gustavo Almeida e André Bilia não foram localizados. Lima, da CBTKD, disse que foram tomados depoimentos de todos os envolvidos, e os documentos foram remetidos ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva para julgamento.


William, que não pôde disputar vaga na seletiva devido ao incidente, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Ele buscava vaga na seleção brasileira. Não tem possibilidade de almejar classificação para a Rio 2016 porque sua categoria não é olímpica. Segundo William, o cachê pago pela produtora nem é tão elevado assim. "Com certeza é inferior ao salário de atletas da seleção brasileira."


Fonte: iG

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