Time pronto para 2016

Equipe de vela é apresentada e ganha reforço de medalhistas olímpicos

Por O Dia

Rio - Um dos esportes com mais medalhas olímpicas — 17, sendo seis de ouro —, a vela chegará à Rio-2016 mesclando a juventude de estreantes como Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX, com a experiência de Robert Scheidt, da laser, para aumentar sua coleção de conquistas. As duas gerações se uniram ontem na apresentação oficial da equipe brasileira para 2016, em evento no Morro da Urca, e ainda ganharam o apoio de uma terceira, vitoriosa e mais experiente.

Às vésperas de entrar no ano decisivo, cada velejador foi adotado por um padrinho medalhista olímpico. “Esse encontro entre passado, presente e futuro tem como grande apelo a inspiração. Quem deu certo lá atrás levará conhecimento e uma bagagem de experiência”, disse Lars Grael, dono de dois bronzes.

Os atletas da vela para a Olimpíada foram apresentados em evento no Morro da UrcaFred Hoffmann / CBVela 2015

Robert Scheidt, detentor de dois ouros, duas pratas e um bronze, teve o privilégio de ser apadrinhado pelo seu herói: Alexandre Welter, primeiro velejador a conquistar a medalha de ouro ao lado de Lars Björkström na classe tornado, em Moscou-1980.

Na época, Scheidt tinha sete anos e já velejava com o pai no Yacht Club Santo Amaro (SP), local onde viu Welter chegar em caminhão de bombeiros com o ouro no pescoço. “Foi emocionante vê-lo chegando. Ficou marcado. Pedi autógrafo a ele, foi meu primeiro herói e me inspirou. E, trinta e cinco anos depois, ele vai ser o meu padrinho no esporte. Muito emocionante”, afirmou Scheidt.

Aos 42 anos, ele disputará sua sexta Olimpíada, desta vez correndo por fora na busca por medalha. A experiência será importante para o brasileiro. Afinal, a classe star depende muito da parte física e costuma ser disputada por atletas mais jovens.

“O importante é que estou bem fisicamente. Talvez, se não fosse no Rio, eu não tivesse feito esse esforço para estar aqui”, admitiu o experiente velejador, que espera ajudar os mais novos a encarar a pressão de estrear em uma Olimpíada, ainda mais em casa.

“Os mais experiente passam tranquilidade aos jovens, que vão ter pressão extra por competir no Rio e muita ansiedade. Nós podemos passar segurança”, destacou.

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