Por pedro.logato

Rio - Pela primeira vez na história, o Brasil classificou uma equipe masculina de ginástica artística completa para os Jogos Olímpicos. E o melhor é que a competição será no Rio, com o apoio da torcida. Aumentam a motivação e a confiança dos atletas e, consequentemente, as chances de medalhas.

Com o campeão olímpico de Londres Arthur Zanetti à frente, a equipe, composta ainda por Arthur Nory Mariano, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt e Péricles Silva, fez boa apresentação no Mundial de Ginástica de Glasgow (Escócia), no ano passado.

Arhtur Zanetti é o principal nome do Brasil na ginástica artísticaSergio Dutti/Exemplus/COB

Zanetti continua sendo o grande nome. Ele seguiu com ótimos resultados durante todo o ciclo olímpico. Nas argolas, levou o ouro no Mundial de 2013 e a prata em 2014. Diego Hypólito, com dois ouros no solo do Mundial, e Sérgio Sasaki, primeiro brasileiro a chegar a uma final no individual geral, em Londres-2012, são candidatos ao pódio.

Além das vagas olímpicas para as oito melhores equipes, o Mundial reservou vaga para os melhores das provas individuais. Garantiram vaga, em cada aparelho, os medalhistas cujo país não se classificou para a disputa por equipes. Serão 196 ginastas (98 homens e 98 mulheres).

A ginástica está presente no programa Olímpico desde 1896, em Atenas, representada por sua disciplina mais tradicional, a ginástica artística. No final do século passado, ginástica rítmica e de trampolim passaram a fazer parte das disputas.

JOGOS PARA A HISTÓRIA

Na primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, serão disputadas 18 provas da ginástica — artística, rítmica e de trampolim. A modalidade vai distribuir medalhas para 54 atletas e chegará à histórica marca de mil medalhas.

Até agora, na história dos Jogos, já foram distribuídas 966 medalhas. A milésima sairá na Arena Olímpica do Rio, na Barra da Tijuca.

A extinta União Soviética tem a impressionante marca de 64 medalhas de ouro conquistadas. Os Estados Unidos têm pouco mais da metade (31 ouros), seguidos por Japão (27), China (26) e Romênia (24).

Oldershaw, bronze em Londres-2012. Em 2013, competindo no C-1 1000m, ele conseguiu bronze no Mundial.

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