Seleção masculina de basquete quer se redimir na Olimpíada

Nenê e Raulzinho buscam medalha que não vem há mais de 50 anos

Por O Dia

Rio - A tão sonhada conquista de uma medalha olímpica pela seleção masculina de basquete depois de 52 anos terá que passar nas mãos de dois jogadores de grande importância, mas que vivem momentos distintos na carreira. Enquanto o armador Raulzinho surpreendeu com uma excelente temporada de estreia na NBA pelo Utah Jazz, o pivô Nenê atravessou um momento de incerteza se renova ou não o seu contrato com o a equipe do Washington Wizards.

Para a disputa da Olimpíada, o foco dos dois é deixar esses fatores de lado e se concentrarem apenas na competição. Mesmo não contando muito com a sorte na hora do sorteio das chaves ao cair num grupo com com equipes fortes, como Argentina, Espanha e Lituânia, a confiança dos atletas não diminui.

O armador Raulzinho recebe o cumprimento do pivô Nenê. Otimismo na busca por medalhaGaspar Nóbrega / Divulgação CBB

“Se nós não acreditarmos nunca iremos chegar nesse objetivo, que é a medalha olímpica. Todos os times que vão para o torneio têm chances de medalha, uns com mais outros com menos”, disse Raulzinho, O armador está em sintonia com Nenê. “O céu é o limite. Temos que sonhar porque é isso que nos levar a realizar os nossos desejos. Jogar uma Olimpíada no Brasil é algo muito prazeroso e queremos deixar nosso legado”, afirmou Raulzinho.

Além de ter em mente a medalha olímpica, os atletas buscam outra motivação: deixar o estigma de ficar só no quase. Com os últimos fracassos nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e no Mundial da Espanha, em 2014, os jogadores veem a disputa no Rio como uma chance de se redimir com uma torcida que se acostumou a ver o Brasil brilhar nas quadras.

“Temos total possibilidade para lutar por isso, temos a noção de que chegamos muito próximos em 2012, deixamos essa oportunidade escapar de nossas mãos. Quando você tropeça, aprende com seus erros. Tivemos bastante coisas boas para aprender”, reconhece Nenê.

E acrescenta: “Sabemos que a oportunidade será única. Então, eu espero aproveitar ao máximo essa chance. Vai ser um dos poucos grandes eventos no Brasil falando do basquete, uma oportunidade de os fãs aproveitarem.”

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