Luiza Almeida faz da paixão pelos cavalos sua profissão e mira medalha

Jovem amazona vai disputar, no Rio, a sua terceira Olimpíada

Por O Dia

Rio - Com naturalidade e simpatia, Luiza Almeida circula tranquilamente nas rodas de conversas de homens da alta classe paulistana. Herdeira do grupo Tavares de Almeida, dono de uma tradicional marca de cachaça, a jovem amazona escolheu o esporte como prioridade em sua vida e não pretende assumir os negócios da família, embora tenha tentado cursar Administração de empresas e desistido.

Luiza Almeida sonha com uma medalha na Olimpíada do RioDivulgação

“Não tenho nenhum vínculo. Faço Direito e não quis seguir por essa área. Lógico que eu gosto porque é o negócio da minha família, mas não tenho vontade de dar seguimento”, revela Luiza Almeida.

Aos 24 anos, ela é uma veterana e vai para sua terceira edição dos Jogos Olímpicos. Em Pequim, fez história ao se tornar a amazona mais jovem da história da competição. Ela acredita que essa experiência pode lhe ajudar a obter a meta que traçou para este ano: alcançar a nota 70 no adestramento, que a levaria ao último e decisivo dia de disputa.

“A experiência vai ajudar muito a me manter calma e tranquila para competir. No hipismo nós competimos com seres vivos e é importante controlar as emoções. Isso não é mito. Passamos tudo o que sentimos para o nosso cavalo. Então, quanto mais confiantes e calmos estivermos, diminuímos a margem de erro. É uma grande honra representar o Brasil em casa. Será muito especial”, afirmou a amazona, que não larga os cavalos nem nas raras folgas.

“Eu tenho sorte porque meu hobby é minha profissão. Quando eu quero me desligar, pego um cavalo e saio para passear. É tudo muito misturado, mas eu sou normal, gosto de sair com meus amigos, meu namorado, essas coisas”, completa.

'Patente' de musa vira brincadeira

Com 1,68 m, 57 kg, longos cabelos louros, ela certamente figurará em alguma lista das mulheres mais bonitas da Olimpíada, mas até brinca com o posto de musa.

“Eu sempre fui a única mulher no hipismo. Se não fosse musa no hipismo iria ser bem difícil (risos). Levo isso na brincadeira e digo que estou subindo”, diz Luiza, que além de ter namorado, é 3º sargento do Exército.

“Entrei para o Exército em 2011 e desde então me ajudam financeiramente e com bases pelo país. Quando tenho alguma competição posso ficar por lá. Tem os centros de treinamento do Exército, plano de saúde, eles têm um planejamento bem completo. É um apoio bom para o militar. Eu admiro muito a instituição e me sinto muito honrada em fazer parte dela”, afirma.

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