Morten Soubak, o messias do handebol brasileiro

Dinamarquês vai tentar uma inédita medalha para a modalidade

Por O Dia

Rio - O handebol feminino brasileiro tem um messias e o esporte pode ser dividido entre antes e depois de Morten Soubak. O dinamarquês iniciou o trabalho na Seleção em 2009, foi campeão do mundo em 2013 e chega aos Jogos Olímpicos na briga por inédita medalha na modalidade. Por três vezes — 2011, 2012 e 2014 — foi eleito o segundo melhor treinador do mundo, mas nada que suba à cabeça de Soubak, que amanhã completa 52 anos e segue fazendo flexões a cada erro de ataque nos treinamentos.

“Não tem como explicar a dimensão do Morten. O primeiro contato foi no momento adequado. Buscávamos experiência quando fomos atuar na Europa. O Morten trouxe isso. O mais engraçado é que a primeira coisa que ele falou quando entrou é que não queria nos mudar nem tirar a nossa alegria. Ele via que essa era a força do Brasil”, ressaltou Alexandra Nascimento, melhor jogadora do mundo em 2012.

A seleção feminina foi nona nos Jogos de Pequim, sexto em Londres e briga por uma medalha no Rio Daniel Castelo Branco

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A diferença entre os resultados é absurda. Em 2008, a Seleção ganhou apenas um dos cinco jogos na Olimpíada de Pequim e terminou na nona colocação. Quatro anos depois, já com Morten no comando, a equipe venceu quatro partidas e perdeu duas, subindo para a sexta colocação. Um ano depois a equipe conquistou o título mundial.

Apaixonado pela Bahia, o treinador diz que se considera um dinamarquês-baiano e desde 1993 procura na terra de Caetano Veloso um lugar para recarregar suas forças.

“Quando ele chegou, dizia que era baiano. O primeiro contato foi muito positivo. Ele não falava muito bem português e agora a gente esquece que é dinamarquês. Estamos nos entendendo ainda mais. A gente brinca que ele não é o técnico. Morten diz que nos ama e, se nos ama, é nosso papai”, brinca Alexandra. Samira também é só elogios ao treinador e revela a iguaria favorita do chefe. “Ele é brasileiro em tudo. Adora farinha e chama qualquer uma de farinha baiana. Tudo nele é brasileiro”, ri a ponta Samira.

Com um sotaque carregado, mas comprensível, o comandante declara amor ao país. “Eu amo o Brasil faz tempo. O coração já virou verde e amarelo”, conta o homem que mudou o handebol brasileiro.

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