Superatleta abre o seu coração

Mais emotivo com a chegada do primeiro filho, Booner, Michael Phelps está mais relaxado, mas de olho no ouro nas piscinas

Por O Dia

Rio - Esqueça a imagem de Michael Phelps sério e introvertido. Anunciado como o porta-bandeira da delegação dos Estados Unidos na cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio, o maior vencedor da história dos Jogos, com 22 medalhas, sendo 18 de ouro, não tenta mais esconder suas emoções atrás da pose de superatleta.

Mais sensível desde o nascimento do primeiro filho, Booner, de dois meses, o astro revelou uma faceta descontraída e descolada em seus primeiros dias no Rio. Apesar do treino puxado, realizado 13 horas após o desembarque da equipe de natação, na terça-feira, ele teve tempo para tietar o ídolo Novak Djokovic, um dos favoritos ao ouro no torneio de tênis.

Michael Phelps deixou de lado o jeito sério e introvertido e esbanjou simpatia na coletivaEfe

“Antes, eu não conversava com ninguém, ficava com meus fones. Hoje , estou mais aberto, descontraído e falo com todos. Encontrei o Djokovic na Vila. Nos cruzamos, nos encaramos... Fiquei na dúvida, mas decidi pedir para tirar fotos com ele. Eu adoro tênis. Ele é um atleta de alto nível. Os Jogos Olímpicos proporcionam momentos como esse”, disse Phelps.

Com o ânimo renovado, o nadador, que superou problemas com álcool e drogas, abriu mão da aposentadoria em busca de novas conquistas. O comportamento mais descontraído não significa que Phelps veio ao Rio para passear. Além de igualar o recorde da nadadora americana Dara Torres em número de Jogos Olímpicos (cinco), ele pode ser o primeiro atleta de natação, com mais de 30 anos, a faturar a medalha de ouro em provas individuais.

Inscrito nas provas de 100 e 200m borboleta e 200m medley, ele está cotado para o 4x100m livre. Pronto para novas e inéditas emoções, Phelps só não garante que conseguirá conter as lágrimas. “Ter a oportunidade de ser o porta-bandeiras é um sonho. Liderar meu país é maravilhoso. Nunca tive um sorriso tão alegre no meu rosto. Talvez até tenha derramado algumas lágrimas”, afirmou.

KATIE LEDECKY PODE SER A ‘NOVA PHELPS’

Aos 19 anos, Katie Ledecky já vai para sua segunda Olimpíada e chega com uma das maiores favoritas dos Jogos do Rio. Desde 2013, a americana bateu 11 recordes mundiais — cinco nos 1.500 metros livre (prova não-olímpica), quatro nos 800m livre e dois nos 400m livre. Este ano, ela ainda competirá também nos 200m e revezamentos, tornando-se forte candidata ao trono de Michael Phelps.

“Muito se passou nos últimos quatro anos. Muitas competições e me sinto melhor neste ambiente”, disse Ledecky, que, em Londres, foi a americana mais jovem a ganhar o ouro e fez a segunda melhor marca da história dos 800m.

Katie é apontada como única mulher com chances de baixar dos oito minutos nos 800m. Ela não nega a possibilidade: “Não sei se consigo. Estou perto, mas não é uma meta para mim no momento. Porém, qualquer coisa é possível”, disse sobre o recorde de 8min6s.68.

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