Por gabriela.mattos

Rio - Uma festa que entrará para a história dos Jogos Olímpicos. É o que promete a organização da cerimônia de abertura da Olimpíada no Maracanã, amanhã, cuja programação, com o tradicional desfile das delegações e o acendimento da Pira Olímpica, ainda é mantida em sigilo. Os portões do estádio serão abertos às 16h30 e a cerimônia começará às 20h.

A grandiosidade é traduzida em números. Só o palco principal terá 128 metros por 63 metros, iluminado por 3,4 mil refletores. Além dos 10,5 mil atletas e 5 mil voluntários, 35 mil pessoas — elenco, funcionários e fornecedores — vão circular no estádio, o equivalente a três vezes a população de Quatis, no Sul Fluminense.

Número de pessoas trabalhando é três vezes a população de QuatisAcervo Pessoal

Os 5,5 mil figurinos, guiados por 300 produtores artísticos, usarão 50 mil metros de tecidos. Ao todo, 108 maquiadores e cabeleireiros cuidarão dos 279 artistas convidados e 504 ritmistas de 12 escolas de samba. Vinte quilômetros de cabos de fibra ótica foram instalados. São 200 dançarinos profissionais, comandados pela coreógrafa e bailarina Deborah Colker, diretora de movimento do evento. Será uma mistura de estilos musicais, passando por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta. “A cerimônia terá um olhar no futuro”, diz Abel Gomes, diretor artístico executivo da empresa Cerimônias Cariocas, união entre a agência SRCOM e a holding italiana de eventos Filmmaster Group, responsáveis pela produção.

Novos ingressos

Após o evento-teste de abertura, o Comitê Rio 2016 passou a considerar de boa visibilidade pontos do Maracanã, antes classificados como ruins, e decidiu vender ingressos desses locais a partir de hoje. As entradas, disponíveis na internet, custam de R$ 200 e R$ 4,6 mil.

‘Abafa vaia’ para não constranger

Um ‘abafa vaia’ está sendo organizado para evitar vexame quando o presidente interino da República, Michel Temer, subir ao palco na cerimônia de abertura da Olimpíada, amanhã. A informação foi publicada, ontem, no site da ‘Folha de S. Paulo’. A estratégia será usada após a fala de Temer: aumentar o som de música ou efeito sonoro de fundo no estádio. O objetivo seria evitar que TVs captem possíveis vaias a Temer.

Em 2014, na estreia da Copa, a então presidente Dilma Rousseff foi vaiada. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou vaias no Pan, em 2007, estando com a popularidade em alta na época. Na Copa das Confederações (2013), Dilma foi vaiada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pelos torcedores. Na ocasião, Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, chegou a repreender o público, pedindo educação.

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