Por pedro.logato

Rio - Noventa e seis anos depois, o tiro esportivo pode dar ao Brasil a primeira medalha olímpica nos Jogos do Rio. O paulista Felipe Wu é um dos favoritos da prova de pistola de ar 10 metros, que começa às 13h, no Centro Olímpico de Tiro, em Deodoro. O número 1 do mundo vai tentar repetir o feito do atirador Guilherme Paraense, que conquistou, nos Jogos da Antuérpia, em 1920, a primeira medalha de ouro para o país no esporte. Mas para acertar o alvo, Felipe terá que mostrar ter nervos de aço e superar a forte pressão.

“Estou bem tranquilo. Ser a primeira medalha ou a última não faz diferença. Somos brasileiros, e, às vezes, é difícil conter a emoção. Mas me seguro bem e estou preparado. Sempre sonhei em participar dos Jogos. É a realização de parte de um sonho e se vier com medalha será uma realização completa”, diz o atleta, que conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015.

Felipe Wu tenta primeira medalha do BrasilAndre Mourão/ O DIA / NOPP

Se não bastasse ser hoje o centro de todas as atenções, em Deodoro, Felipe sabe que a sua maior oportunidade de medalha é justamente na primeira prova. “A chance maior é na pistola de ar 10 metros. Na de 50 metros (pistola) eu só comecei no ano passado e consegui o índice, mas estou em um nível bem abaixo do que gostaria”, confessa.

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Humildade não tem faltado a Felipe em sua ascensão meteórica no esporte. Em um ano, desde que passou a ser comandado pelo técnico colombiano Bernardo Tobar e conseguiu um lugar para treinar — antes atirava no corredor de casa —, Felipe pulou da 56ª posição do ranking mundial de pistola de ar para o topo.

“Quem tiver mais cabeça sairá vencedor. Estou muito positivo e creio cegamente nele, mas vamos esperar o resultado”, avalia Bernardo Tobar, técnico de Felipe.

A atiradora Rosane Budag, que estreia às 8h30, nos Jogos — carabina de ar 10m feminino —, também atesta a serenidade do namorado. “O Felipe é muito zen. Se para alguns atletas ter ganhado o Mundial é sinônimo de peso na Olimpíada, com ele é o contrário. Ele fez tudo que poda e está tranquilo”, garante Rosane.

Em sua segunda Olimpíada, o coronel Julio Almeida corre por fora na luta pelo pódio. Assim como Felipe, ele vai disputar provas de pistola de ar 10m e 50m, na qual ganhou a medalha de ouro no Pan de Toronto, em 2015.

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