Por pedro.logato

Rio - Capaz de promover encontros emocionantes e especiais, o esporte reservou um deles para o Maracanãzinho. No lendário ginásio do vôlei, Sheilla, consagrada com dois ouros olímpicos aos 33 anos, comanda a Seleção em busca do tricampeonato a partir de hoje, às 15h, diante de Camarões. Ao seu lado, no time brasileiro, estará uma fã: a talentosa Gabi, de 22 anos, que se espelhou em Sheilla desde o início da carreira e agora realiza o sonho de disputar os Jogos pela primeira vez na carreira acompanhada pelo ídolo.

“É muito legal saber que a Gabi sempre foi minha fã, se espelhou em mim e está agora na Seleção. Fico feliz de estar jogando esta Olimpíada com ela porque é uma menina muito especial, tem uma energia muito boa, é muito alegre”, diz Sheilla.

Brasil faz a sua estreia contra CamarõesGaspar Nobrega / Inovafoto / CBV

A oposta chega à Rio-2016 embalada pela conquista do Grand Prix, quando voltou a ganhar ritmo de jogo após passar uma temporada no Vakifbank, da Turquia, sem atuar tanto quanto gostaria. Nesse período, Sheilla aprimorou a parte física, sempre monitorada pelo técnico José Roberto Guimarães e concentrada no ouro.

Uma das principais jogadoras do país, Sheilla foi campeã nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos — incluindo uma atuação brilhante nas quartas de final contra a Rússia em Londres-2012.

DE TORCEDORA À ATLETA

Enquanto isso, Gabi ficava na torcida. “Sempre fui muito fã da Sheilla, desde que comecei a jogar vôlei. Lembro que a partir de 2008, quando a Seleção tinha acabado de conquistar o primeiro ouro, comecei a acompanhar mais o vôlei. A Sheilla sempre chamou muita atenção por ser muito habilidosa, muito versátil, ter vários golpes. Por mais que ela fosse de outra posição, essa versatilidade e inteligência dela no ataque sempre me chamaram muita atenção”, conta a ponteira.

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Gabi é a mais jovem integrante da seleção brasileiraCBV / Divulgação

Atuando pela Seleção adulta desde 2012, Gabi lembra que já tinha pedido para tirar foto com Sheilla quando estava na equipe brasileira juvenil, em 2010. Mas passou a ter mais contato com ela dois anos depois. “Em 2012, quando fui convocada para a Seleção B, acabei conhecendo e ela foi muito simpática, muito engraçada, sempre divertida, brincando e me recebeu muito bem. Descobri que era uma pessoa muito humilde e acabei virando mais fã ainda do que já era”, conta Gabi.

Como uma recepção positiva, Gabi cresceu na equipe principal, sob o comando de Zé Roberto. As temporadas no Rexona-Ades, sendo treinada por Bernardinho, contribuíram para a sua evolução até ganhar a chance de estar na Rio-2016. “As coisas aconteceram muito rápido. Evoluí muito desses anos para cá. Amadureci bastante”, conta Gabi. 

THAISA FORA DA ESTREIA

A bicampeã olímpica Thaisa, com um estiramento leve na panturrilha esquerda, está fora do jogo contra Camarões.

Já a Seleção masculina estreia amanhã, contra o México. A CBV informou que o central Maurício Souza foi submetido a um exame no músculo posterior da coxa, para averiguar um desconforto. A comissão técnica decidiu pela permanência do jogador.

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