Por pedro.logato

Rio - Da figura fria, concentrada e sisuda para um simples torcedor. Menos de 24h depois de garantir a medalha de prata na prova de pistola rápida 10m do tiro esportivo, a primeira do Brasil nos Jogos do Rio, Felipe Wu estava na arquibancada da Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, para torcer pelo basquete. A vitória do time de Leandrinho, Nenê e Cia. não veio, mas quem ganhou dessa vez foi a galera, que não cansou de tietar o atirador.

Crianças, jovens, idosos, homens, mulheres. Todos queriam parabenizar o medalhista, que atendeu os fãs com muita simpatia e não cansou de posar para selfies. De manhã, na casa do Time Brasil, Wu falou com os jornalistas e revelou como foi a primeira noite como novo herói do esporte brasileiro.

Felipe Wu conquistou a medalha de prataFoto do leitor

“A noite foi praticamente toda em claro, dormi só umas duas horas (risos). Perdi meu sono, mas a ficha já caiu. Eu sabia que tinha feito tudo dentro das minhas possibilidades e que a medalha era realmente possível. Foi a sensação do dever cumprido”, disse Wu, acrescentando.

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“Saí do estande, vim para a Casa do Time Brasil, alguns amigos estavam aqui, e consegui comemorar com eles. À noite eu mal dormi. Quis responder a todos os meus amigos que mandaram mensagem, foi muito legal. Mas só vou comemorar mesmo depois do dia 10, quando acabar a competição. Aí sim vou voltar para casa e festejar”, disse Wu, que na quarta-feira volta a Deodoro para competir na prova de pistola rápida 50m.

‘NÃO É A MELHOR FORMA’

Terceiro-sargento do Exército, graças a uma parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e os ministérios da Defesa e do Esporte, Wu, que pratica 200 tiros por dia, revela a dura realidade do esporte no país, mesmo para um atleta de ponta.

“Se eu falar só das dificuldades, vou ficar o dia todo aqui e vai faltar tempo. Prefiro enaltecer o que deu certo. Espero que tudo isso ganhe mais força depois da olimpíada. Não é a melhor forma, mas precisamos trabalhar com os recursos que temos”, afirmou.

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