Por fabio.klotz

Rio - O handebol está no sangue da família Santos. Marcão foi goleiro do Brasil em Atenas-2004. Maik assumiu o posto em Pequim-2008 e hoje é o único jogador da Seleção que já disputou uma Olimpíada. A experiência do arqueiro, de 34 anos, foi fundamental na vitória de 34 a 32 sobre a Polônia, neste domingo, na estreia masculina nos Jogos do Rio. Maik teve o apoio de muitos familiares na Arena do Futuro.

Maik brilhou na vitória brasileira sobre a PolôniaInovafoto / Divulgação

“Na arquibancada estavam minha mulher, minha filha, meu pai, minha mãe e cunhados. A família está presente em peso. Não deu para todo mundo vir. Tem uma galera vendo pela televisão. Mas foi grande a emoção”, vibrou Maik, que fez um golaço em reposição de bola quando o goleiro polonês ainda estava fora do gol.

“No aquecimento lancei três bolas e errei. Acertei no jogo e foi importante para a equipe. O polonês já estava chegando na bola, mas atrasado. Tocou na mão dele e entrou. Tudo foi a nosso favor. Estrear com vitória é um passo grande”, avaliou, confiante.

Apressado para dar um beijo na filha Giulia, também jogadora, mas armadora, de 17 anos, Maik confessou que na hora do gol não resistiu e deu uma olhada para a família.

“Dei uma olhadinha, sim (risos). Quase chorei. Como a bola entrou? Putz, dei muita sorte! Falei rapidinho com eles depois do jogo. Só choramos, era muita emoção. Não deu para ficar muito porque a torcida estava em cima”, contou, com largo sorriso, o camisa 1 da Seleção.

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