Por fabio.klotz

Rio - Para ser atualmente um dos orgulhos do esporte nacional, Rafaela Silva enfrentou todas as dificuldades de uma pessoa oriunda das comunidades carentes do Brasil. Mas, no início da tarde desta segunda-feira, ela ganhou um presente do destino. Quatro anos após ser desclassificada por aplicar um golpe ilegal em Hedvig Karakas e voltar dos Jogos de Londres sem medalha, ela reencontrou a húngara e venceu de maneira incontestável. A vaga nas semifinais deixou Rafaela a duas lutas do sonhado ouro, na Arena Carioca 2, a poucos metros da Cidade de Deus, onde nasceu e foi criada.

Rafaela Silva supera trauma de 2012 e avança para a semifinal no RioAndré Mourão / O DIA / NOPP

O acontecido na Inglaterra teve consequências amargas para Rafaela. Nas redes sociais, brasileiros hostilizaram a judoca da categoria leve feminina (até 57 quilos), com o agravante dos insultos racistas. Os ataques fizeram Rafaela cogitar a aposentadoria precoce no esporte, mas ela foi convencida a seguir em frente.

A sabedoria da brasileira em continuar lutando foi compensada quando faltavam menos de dois minutos para o fim do combate desta tarde - Rafaela jogou Hedvig Karakas com parte das costas no tatame. Desta vez, a brasileira não atacou a perna da adversária antes de desequilibrá-la. Desta vez, o wazari valeu. Depois, Rafaela se defendeu com louvor e fez a festa da torcida brasileira.

Nas semifinais, a partir das 15h30, Rafaela vai encarar a romena Corina Caprioriu.

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