Mayra Aguiar comemora feito: 'Primeira judoca brasileira com duas medalhas'

Brasileira conquistou medalha de bronze nesta quinta-feira

Por O Dia

Rio - A tristeza de Mayra Aguiar pela eliminação da corrida pelo ouro para a francesa Audrey Tcheumeo, na semifinal, deu lugar à alegria após a gaúcha vencer a cubana Yelennis Castillo na disputa pela medalha de bronze na categoria meio-pesado feminino (até 78 quilos) do judô nos Jogos Olímpicos do Rio.

Na zona mista da Arena Carioca 2, ela valorizou o fato de ser a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas olímpicas no judô - também ganhou um bronze em Londres-2012 - e por ter feito o Brasil aumentar para 21 a quantidade de vezes em que subiu ao pódio na modalidade que mais lhe rendeu medalhas em Olimpíadas.

Mayra Aguiar conquistou bronze em Londres e no RioMárcio Mercante

"Numa competição, quando a gente perde, é bastante difícil. A gente vem com um objetivo e, naquele momento, a gente perdeu o que veio buscar. Ter a cabeça de mudar em tão pouco tempo isso, é complicado. Mas vale a pena. Em Londres também aconteceu isso, na semifinal, e tive que voltar para buscar a medalha. Eu vi que vale a pena. Aquilo transformou a minha vida. Hoje eu sou uma medalhista olímpica, com duas medalhas. Quando eu perdi aquela luta (para Audrey) eu coloquei na minha cabeça que vale a pena, que eu não podia desistir ali, o quanto é bom ser medalhista. Eu devia isso ao pessoal que me acompanhou, que torceu por mim. Essa energia me deu muita força para eu voltar e conquistar essa medalha, disse Mayra, que emendou:

"É uma nova competição (disputa pelo bronze). A gente perdeu uma medalha (de ouro), mas não perdeu a guerra, ainda tem luta. Eu saí campeã dessa nova competição. Medalha olímpica não tem cor, é medalha olímpica. Não dava para sair daqui sem ela. A gente não pode desistir nunca. A gente aprende a cair no judô. No judô, a primeira coisa que a gente aprende é a cair e a se levantar. E isso eu não poderia deixar hoje. Eu caí feio, isso me abalou muito, mas eu tinha que voltar para conquistar essa medalha, e consegui."

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Mayra também contou com a ajuda de fora do tatame para dar a volta por cima após a derrota na semifinal. "A Rosi (Rosicleia Campos, técnica da Seleção Brasileira) falou comigo. O Kiko (Pereira, técnico dela na Sogipa) falou que eu era a melhor e que eu não ia sair daqui sem essa medalha. Ele que me acompanha desde os 11 anos e falou: 'Vamos com tudo, esse é teu ouro, não são daqui sem ele.' Aquilo me deu força", contou a judoca.

Nesta sexta-feira, no último dia do judô na Rio-2016, pela cateogoria pesado, o Brasil terá Rafael Silva (acima dos 100 quilos) e Maria Suelen (acima dos 78 quilos). Com o ouro de Rafaela Silva no leve (57 quilos) e o bronze de Mayra, o País precisa de um ouro ou uma prata para superar qualitativamente o desempenho de Londres, quando faturou um ouro e três bronzes. Mais dois bronzes, o desempenho será igualado. A meta da Confederação Brasileira de Judô era superar o último desempenho em ao menos um quesito.

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