Suposto romance na Vila dos Atletas separa dupla do salto ornamental

Meninas anunciaram, nesta quarta-feira, o fim da parceria

Por O Dia

Rio - A saltadora Ingrid de Oliveira, de 20 anos, é daquelas atletas que dá o que falar. Apesar de estar em sua primeira Olimpíada, a jovem atleta do Time Brasil — e do Fluminense — virou o centro das atenções em um dia em que a concorrência era grande. Aliás, gigante. Atendia pelo nome de Michael Phelps, o maior atleta da história dos Jogos Olímpicos que não parava de escrever capítulos e mais capítulos impressionantes da sua já espetacular biografia.

As estripulias de Ingrid, no entanto, davam o tom nos corredores da Vila dos Atletas e também nas redes sociais e esquinas da cidade. Tudo por causa da revelação de um suposto romance entre a saltadora e o muso da canoagem Pedro Henrique Gonçalves, o Pepe, de 23 anos, no último fim de semana. Com isso, a relação com a parceira de salto ornamental sincronizado, Giovanna Pedroso, de 17 anos, do Botafogo, que já não era das melhores, desandou de vez. A duas conquistaram a medalha de prata no último Pan-Americano, no Canadá, no ano passado. Ontem, após terem ficado na oitava colocação na terça, elas anunciaram o fim da parceria.

Ingrid de Oliveira e Giovanna Pedroso ficaram na oitava colocação no salto ornamental sincronizadoEfe

Apesar da sincronia de Giovanna e Ingrid nas piscinas, fora delas, as duas viviam às turras. A relação chegou ao fim porque Ingrid teria levado Pepe para o quarto que as duas dividiam. Giovanna não gostou e foi expulsa, tendo que dormir em outro cômodo do apartamento na Vila dos Atletas. No dia seguinte, ela relatou o ocorrido aos superiores, que preferiram abafar o caso e não punir Ingrid, uma vez que os romances entre atletas em vilas olímpicas são extremamente comuns. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) emitiu nota oficial minimizando o episódio.

“O COB não fará comentários sobre eventuais casos do dia a dia da Missão brasileira no Rio 2016. Os problemas internos são resolvidos dentro da própria Missão, priorizando, sempre que possível, o caráter educativo antes do punitivo”, afirmou o COB na nota.

Opiniões divididas

O chefe da delegação de saltos ornamentais, Ricardo Moreira, também não quis se estender no assunto e disse que o problema está superado. “Precisamos focar nas próximas competições, e não neste tipo de coisa”, disse o dirigente.

Ingrid, que no Pan de 2015 havia reclamado de sua superexposição em fotos de maiô, que a fizeram ficar famosa mais pelo corpo escultural do que pelo talento, preferiu não se manifestar. Pepe também não comentou o assunto.

A determinação do Comitê Olímpico Brasileiro foi para os atletas também não se manifestassem a respeito. Pelo menos oficialmente. Mas a fofoca rolou solta na Vila, dividindo opiniões.

“Isso aqui é um Big Brother sem câmeras. É uma pegação desenfreada. Acho que todo mundo é grandinho, já compete em alto nível e sabe das suas responsabilidades. Sexo não é motivo para punir ninguém. Seria o fim se isso acontecesse”, disse uma atleta, casada, que garante ficar fora disso.

Um outro integrante da delegação pensa diferente. Para ele, há hora e local para tudo. E para o sexo, o mais indicado não é a Vila Olímpica. “Acho que o atleta tem que estar focado na competição, não na diversão. Mas cada um sabe de si. Cada um sabe o bônus e o ônus de suas atitudes”, completou.

Últimas de _legado_Olimpíada