Por pedro.logato

Rio - Brasil x Argentina é sempre um clássico, não importa o esporte. Mas o encontro entre os dois países hoje, às 14h15, na Arena Carioca 1, pelo torneio de basquete, é cercado por um cenário tenso, causado pela relação entre os torcedores, que desde o início dos Jogos do Rio trocam farpas e provocações — na mais grave delas, dois homens trocaram socos e pontapés durante uma partida de tênis e foram retirados da arquibancada por agentes da Força Nacional.

Magnano sob pressão no comando da Seleção%3A Brasil venceu apenas uma e perdeu duas partidas nos JogosAlexandre Loureiro/Exemplus/COB

O porta-voz do comitê organizador dos Jogos, Mario Andrada, disse que não serão tomadas medidas especiais de segurança para o duelo, uma vez que já são adotadas as máximas precauções em todos os eventos. ‘O jogo vai ser uma megafesta. Estamos completamente seguros de que as duas torcidas se comportarão como devem se comportar em um estádio. Agradecemos aos atletas dos dois países suas demonstrações de esportividade”, disse.

Antes mesmo de a bola subir, os jogadores argentinos Manu Ginóbili e Luis Scola manifestaram preocupação com o comportamento do público. Ontem, o medalhista Felipe Wu, prata na prova de pistola rápida 10m, e Luciana Aymar, capitã da seleção argentina de hóquei sobre grama, vieram a público pedir paz. “O objetivo dos Jogos é unir. A rivalidade existe. Mas ela não pode ser uma manifestação de violência”, afirmou o brasileiro.

Em quadra, o jogo promete ser quente. Comandado pelo argentino Rubén Magnano, o Brasil precisa desesperadamente vencer para não correr o risco de pegar os EUA logo nas quartas de final. Já a Argentina está em situação mais confortável: em segundo lugar no grupo, mas vem de derrota para a Lituânia.

Você pode gostar