Por fabio.klotz

Rio - A expectativa era mútua. Tanto da pugilista Adriana Araújo, bronze em Londres-2012, quanto para torcida brasileira de ver a medalha da baiana mudar de cor nos Jogos Olímpicos do Rio. A eliminação na estreia contra a finlandesa Mira Potkonen, após a derrota de 2 a 1, na categoria ligeiro até 60kg, não estava nos planos da atleta, de 34 anos, que encerra seu ciclo olímpico.

Adriana Araújo encerra seu ciclo olímpicoClayton de Souza / Estadão / NOPP

"Nem ela esperava o resultado. Meus golpes entraram, foram mais duros, mais nítidos. Infelizmente, os árbitros são da Europa... Teria que nocautear ou usar meu vigor físico. Acho que venci por 3 a 1. Paciência, não estou feliz, mas sou atleta e tenho que aceitar", disse Adriana.

A eliminação levará um tempo para ser digerida. No primeiro momento, a atleta quer desfrutar as férias. Certo é que a Olimpíada de 2020, em Tóquio, está fora dos planos. Com convite para lutar MMA e boxe profissional, a pugilsita deverá definir seu futuro apenas em 2017.

"A Olimpíada acabou agora. Quero desfrutar minhas férias. Tenho convite, mas não significa que opte pelo MMA. Desde 2012 tenho convite para lutar boxe profissional da Argentina, Canadá... Os Jogos de 2020 não estavam nos planos. Deixo para as próximas gerações. Sou uma atleta muito feliz e que contribuiu para o boxe feminino do Brasil", disse Adriana.

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