Por edsel.britto

Rio - Diego Hypolito e Arthur Nory são as esperanças de medalha do Brasil na final do solo, neste domingo, às 14h, na Arena Olímpica do Rio. Quarto colocado no exercício, na final por equipe de ginástica artística com a nota 15.500, Diego mostrou ter exorcizado os fantasmas das quedas nos Jogos de Pequim-2008 e de Londres-2012. E ganha, agora, uma nova chance do destino para fazer história.

“Eu fui à Olimpíada de Pequim achando que era invencível e caí de bunda. Fiquei em sexto. Na outra Olimpíada também caí. Mas voltei e mostrei que a gente tem que acreditar no nosso sonho. Se eu não acreditar, quem é que vai acreditar?”, desabafou o ginasta, que por muito pouco não ficou fora dos Jogos do Rio.

O veterano Diego Hypolito vai em busca de sua medalha na final do soloMarcio Fernandes / Estadão / NOPP

Há um mês, ele e Francisco Barreto tiveram que vencer duríssima concorrência para conquistar as duas últimas vagas na equipe. Com a classificação assegurada em cima da hora, Diego sonha brilhar no exercício que já lhe deu cinco medalhas de ouro em Mundiais. Nas duas chances que teve, as quedas lhe custaram um lugar no pódio.

No Rio, espera que a história seja outra: “Tenho 30 anos, não tenho mais o mesmo nível técnico de Pequim (quando estreou), mas consegui chegar a uma final olímpica. É uma questão de dedicação, de acreditar.”

Determinado a fazer outra grande apresentação na arena, Diego espera surpreender os favoritos na prova de hoje. “Estar aqui é uma honra, uma grande glória. Mas ganhar ou perder é um minuto e dez que decide”, alertou o ginasta, que não pretende se aposentar tão cedo.

“É preciso manter o foco, vou continuar até 2020. Quero representar o Brasil em Tóquio. Amo o que faço e tenho muito prazer em ser ginasta”, concluiu.

POUCOS ERROS COMO OBJETIVO

?Se Diego Hypolito está em sua terceira Olimpíada, o ginasta Arthur Mariano Nory, 22 anos, viveu a emoção de estrear nos Jogos — em casa, diante da torcida. E brilhou. Chegou a três finais: por equipe, individual geral e no solo, onde sonha fazer uma prova perfeita para brigar pelo pódio.


Sua apresentação na prova por equipe impressionou e a nota 15.200 mostrou que ele pode surpreender. “Temos que curtir o que estamos vivendo, porque é uma coisa inédita para o Brasil e não podemos deixar passar em branco. A ginástica é muito imprevisível. Competição é competição”, afirmou o jovem ginasta

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