Arthur Zanetti aposta no perfeccionismo para ser bicampeão olímpico

Brasileiro disputa nesta segunda-feira a decisão nas argolas

Por O Dia

Rio - Quando se apresentar na final das argolas, hoje, às 14h, na Arena Olímpico do Rio, o ginasta Arthur Zanetti saberá se será alçado ou não ao olimpo dos Deuses do esporte brasileiro. Para buscar o bicampeonato olímpico e a glória mundial, Arthur aposta tudo no seu perfeccionismo e na estratégia do técnico e mentor Marcos Goto.

Para atingir os objetivos, o ginasta se fechou em copas durante a preparação para os Jogos do Rio, a pedido do técnico.Falou pouco e treinou muito. Só deu uma pequena amostra do que pode fazer hoje na fase classificatória, quando optou por uma série mais simples e pareceu esconder o jogo. Ficou com a quinta melhor nota, 15.566, contra 15.833 do rival grego Eleftherios Petrounias, deixando no ar o suspense.

Arthur Zanetti brilhou nas argolas%2C na estreia no RioMarcio Fernandes / Estadão / NOPP

“Minha série está na cabeça do Marcos, só vou saber praticamente na hora. Ele é um estrategista excelente e sabe o que faz”, disse Arthur, que ganhou novo trunfo para vencer. Será ó último a competir. Detalhes que em uma final podem fazer a diferença entre o ouro e o bronze. No quesito detalhes é difícil bater o brasileiro.

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“Desde pequeno sempre foi muito detalhista. Quando a gente o ensinou a amarrar o sapato, ele olhava bem o lacinho, media com o dedo o tamanho e comparava. Se não ficassem iguais, desmanchava,” conta o pai, Archimedes Zanetti.

O quarto, que divide com o irmão Victor, nem parece de homem. “Ele é muito sistemático. As roupas são organizadas por cor e tamanho, tudo certinho”, entrega a namorada Juliana Gatto. A mãe, dona Roseane, confirma o jeitão do filho.“Ele gosta de fazer tudo correto, quando não consegue fica nervoso. Puxou isso de mim”, garante.

Mas a mania de perfeição, não foi o único traço que Arthur herdou da mãe.“Ela é casca dura, não gosta de perder nem em jogo de palito.Essa combatividade e organização do Arthur vêm dela. Já a cara e a força são minhas, tenho muita resistência física ”, entrega o pai de Zanetti.

Mas, por trás dessa alma exigente, há um menino que para a família sempre foi medalha de ouro. Até hoje, Arthur, ou ‘Tutu’, como é chamado intimamente, divide a mesma bicama com o irmão Victor, seu melhor amigo e por quem nutre devoção. Quando Victor fez 18 anos, Arthur deu de presente todo o dinheiro que economizou durante anos em um cofrinho, para ajudá-lo a comprar o primeiro carro.“Até hoje quando lembro disso choro. Foi uma surpresa. Ele é o melhor amigo e o melhor irmão que alguém pode ter”, diz Victor.

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