Por fabio.klotz

Rio - Isaquias Queiroz teve de encarar os jornalistas de uma forma inédita na carreira e admitiu que nunca tinha visto tantos juntos. Mas nem o fato de estar emocionado com a medalha de prata e pressionado pela imprensa o fez esquecer de um cara especial: o treinador espanhol Jesús Morlán.

Isaquias Queiroz destaca a importância do técnico Jesús MorlánClayton de Souza / Estadão / NOPP

"Em 2012, eu tinha sumido do mapa da canoagem. Nem sei se eu estava pensando mais na Olimpíada Rio-2016. Mas em 2013, o Comitê Olímpico fez uma contratação muito importante para nós. Depois que o Comitê contratou o Jesús, os resultados do Brasil melhoraram muito na canoagem. Fomos para o Mundial na primeira temporada e conseguimos medalha de prata, bronze e ouro. E acho que sem ele não teria conseguido", disse o vice-campeão do C1000m:

"O pessoal pode falar que eu tenho talento, isso ou aquilo. Mas se você não tiver um bom cara para lapidar o diamante, você não tem como chegar num ponto certo para ser reconhecido. Sem ele, não teria chegado a essa medalha. Como eu falei, o cara tem cabeça, sabe o que faz. Questionaram os métodos de trabalho dele, principalmente no Mundial. Mas agora viram que o cara sabe, tem cabeça. Tem seis medalhas no currículo, não é um qualquer. Ele sabe cuidar do atleta. Não é só um treinador. É um amigo, como um pai pra mim, sempre cuidou de mim, sempre me incentivou", acrescentou.

Isaquias disputará ainda mais duas provas nos Jogos Olímpicos, o C1 200m e o C2 1000m com Erlon Souza.

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