Por renata.amaral

Rio - No duelo entre duas emergentes recentes do handebol, a estreante levou a melhor e o sonho de uma inédita medalha para o Brasil caiu, de novo, nas quartas de final. Desta vez a algoz foi a Holanda, vice-campeã Mundial em 2015, que venceu por 32 a 23 na Arena do Futuro e chegou à semifinal em sua primeira Olimpíada.

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A seleção feminina de handebol foi eliminada pela Holanda nesta manhãMárcio Mercante / Agência O Dia

Favoritas, as brasileiras não encaixaram seu jogo desde o início, sofreram demais com a forte marcação holandesa e não tiveram força no ataque. Nem mesmo a força da torcida conseguiu empurrar o time, que só ficou à frente no placar uma vez em 60 minutos. Assim como em Londres-2012, quando perdeu para a Noruega, o Brasil, campeão do mundo em 2013, cai nas quartas de final, só que, desta vez, a dor pela derrota foi ainda mais dolorida por ter sido em casa. Restou receber os aplausos e o reconhecimento dos brasileiros

O JOGO

O primeiro tempo foi bastante complicado para o Brasil, que ficou atrás do placar praticamente quase todo o tempo. Com muita dificuldade para penetrar na defesa holandesa, as brasileiras erraram muitos passes e o primeiro gol só saiu aos quatro minutos, com Alê. A Holanda abriu 3 a 1 e poderia ter feito mais se Babi não tivesse brilhado com três defesas.

O Brasil chegou a virar para 4 a 3, aos 12 minutos, com Ana Paula e esse foi o único momento em que esteve à frente no placar. Mas a dificuldade no ataque prosseguiu e as holandesas não apenas viraram como abriram três gols. Essa vantagem foi a maior e se repetiu outras duas vezes (11x8 e 12x9). E Babi ajudou a não aumentar ainda mais, defendendo até tiro de 7 metros. No fim da primeira etapa, as brasileiras melhoraram e diminuíram o prejuízo para 12x11, com um gol nos último lance.

Na volta do intervalo, rapidamente a Holanda voltou a abrir três gols de vantagem e aumentou para quatro (15x11), enquanto as bolas brasileiras teimavam em não entrar. O primeiro gol na segunda etapa também saiu só aos quatro minutos e rapidamente o placar chegou a 15 a 13, o que fez a torcida explodir.

Só que a Holanda não se abateu e voltou a abrir quatro gols de frente (17x13). O dia estava difícil para o Brasil: em dois lances seguidos, uma bola na trave e um tiro de sete metros desperdiçado. E num erro de domínio de bola, as holandesas abriram vantagem de cinco (20x15). Outro tiro de sete metros desperdiçado pelas brasileiras e 21x15 no placar.

No desespero, as brasileiras tentaram diminuir a diferença, mas a pressa atrapalhou na hora das jogadas e das finalizações, enquanto as holandesas usavam o tempo a seu favor e ainda conseguiam marcar os gols, esperando pelo fim da partida e pela classificação inédita.

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