Por edsel.britto

Rio - Neste sábado, quando o relógio marcar 9h25m, o Brasil pode consagrar seu maior atleta em uma edição de Jogos Olímpicos na história. Isaquias Queiroz compete com Erlon Silva no C2 1000m e, caso conquiste sua terceira medalha na Rio-2016, deixa para trás nomes históricos, como Guilherme Paraense e Afrânio Costa (tiro, em 1920), Gustavo Borges (natação, em 1996) e Cesar Cielo (natação, em 2008), que subiram duas vezes ao pódio em apenas uma Olimpíada.

“Espero poder fazer mais e chegar onde nenhum brasileiro chegou, que é conquistar três medalhas em uma só edição nos Jogos Olímpicos”, disse Isaquias, que tem plena consciência da marca histórica para o país.

Ao lado de Erlon%2C Isaquias busca a terceira medalha na Rio-2016Alexandre Loureiro / Exemplus / COB / Divulgação

Ele e Erlon Silva não tiveram problemas para passar pelas eliminatórias e chegam à final com o melhor tempo na classificação geral. A dupla do sul da Bahia foi campeã mundial no ano passado em Milão, na Itália, e aparece como uma das favoritas para conquistar a medalha de ouro.

Isaquias quer o recorde, mas sua maior motivação é ajudar o amigo a também entrar para a história dos Jogos Olímpicos do Rio.

“A confiança entre nós está muito alta. No C2, estamos mandando muito bem. Sabemos da chance de medalha. Seria bom ir para Bahia descansar (risos), já fiz o meu trabalho, ganhei as minhas medalhas, mas agora quero ir para cima e ver o meu amigo Erlon com o nome dele na historia das Olimpíadas, de preferência com a medalha de ouro porque a gente merece”, brincou o fenômeno da canoagem.

No Rio, Isaquias já levou a prata no C1 1000m e o bronze no C1 200m. Agora, pode conquistar o ouro e fechar a sua ‘coleção’ na Rio-2016.

Você pode gostar