Por edsel.britto

Rio - Do time que conquistou o ouro diante da Itália, em Atenas-2004, apenas Serginho estará em quadra neste domingo, às 13h15, no Maracanãzinho. Contando com a liderança e a garra do líbero, a Seleção aposta em sair novamente com uma vitória diante da Azzurra para faturar o título olímpico, assim como aconteceu há 12 anos, na Grécia. O Brasil vem de duas pratas, em Pequim-2008 e em Londres-2012, e busca o tricampeonato — também foi campeão em Barcelona-1992. Já a Itália nunca faturou o ouro — tem duas pratas e três bronzes. Às 9h30, americanos e russos disputam o bronze.

“São jogadores diferentes (da Itália). É um outro vôlei. Os caras estão sacando muito bem e bloqueando, que são as armas que todo mundo usa contra a gente. Vamos ter que ter muita sabedoria. A gente vai jogar contra uma Itália forte e motivada. Mas dentro de casa a gente tem que mandar”, diz Serginho.

Com o apoio do Maracanãzinho, Brasil quer repetir o desfecho da final em Atenas-2004Guito Moreto / O Globo / NOPP

Aos 40 anos, o líbero disputa sua quarta final olímpica consecutiva e se aposenta do time brasileiro nesta decisão: “Na segunda-feira (amanhã), eu já estou livre da Seleção. Quero que chegue logo para eu jogar e ir para minha casa”, brincou.

Além dele, apenas Bruninho, com duas pratas, e Wallace e Lucão, presentes no vice de 2012, têm experiência em Olimpíada. Os outros oito jogadores são estreantes nos Jogos: Lucarelli, Lipe, Maurício Borges, Maurício Souza, Éder, Evandro, William e o caçula Douglas Souza, de 20 anos.

Outros campeões olímpicos em Atenas também estarão hoje no Maracanãzinho, mas fora da quadra. O levantador Ricardinho acompanha os Jogos trabalhando como comentarista pela Record. “Tenho a lembrança da fase de classificação de Atenas, na partida em que ganhamos da Itália por 3 sets a 2. Foi um jogaço, digno de final, e depois teve a grande final mesmo. Foi uma glória para o vôlei brasileiro disputar aquela decisão contra uma seleção de tanta tradição. Foi sensacional”, recorda Ricardinho.

SÉTIMO PÓDIO

À beira da quadra, o técnico Bernardinho, de 56 anos, conquistará hoje o seu sétimo pódio olímpico, contando a trajetória de jogador e técnico em nove Jogos disputados na carreira. Como atleta, ele tem uma prata em Los Angeles-1984. À frente da Seleção feminina, foram dois bronzes, em Atlanta-1996 e em Sydney-2000. Com o time masculino, ele conquistou um ouro, em Atenas-2004, e duas pratas, em Pequim-2008 e em Londres-2012. Neste domingo, no Rio, ele pode ser campeão ao lado do filho, Bruninho, que tem duas pratas e persegue o sonho do ouro.

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