Venda de ingressos dos Jogos Paralímpicos supera a Olimpíada

Mais de 1,9 milhão de bilhetes já foram vendidos durante a competição

Por O Dia

Rio - Na reta final da Paralimpíada Rio 2016, a corrida por ingressos fica ainda mais acirrada. A venda geral já passou a marca de 1,9 milhão e os bilhetes para as competições do fim de semana já estão esgotados desde a última sexta-feira. Restam cerca de 437 mil, com preços que variam entre R$ 10 e R$ 1 mil, para a cerimônia de encerramento.  

A competição dos paratletas já superou a Olimpíada em números duas vezes. No sábado, o Parque Olímpico registrou lotação recorde, de 170 mil pessoas. O pico dos Jogos Olímpicos havia sido 157 mil no dia 7 de agosto. Já na venda de ingressos por dia, a Paralímpiada superou as expectativas ao vender 145 mil ingressos no dia 24 de agosto. O máximo alcançado na Olimpíada foi 127 mil em uma das super-quintas. Para disputar esses ingressos, é preciso paciência e disposição.

A contadora Enelita de Moraes Carvalho, de 52 anos, convocou a filha Camila para ajudá-la na missão de comprar entradas para pelo menos 11 pessoas: mãe, pai, amigas, filhas de amigas e seus namorados. As duas estão constantemente atualizando o site para conseguir assistir aos jogos. "Eu não entendo o esquema que eles colocaram. De repente os ingressos aparecem e logo somem. Na Olimpíada foi a mesma situação, mas na Paralimpíada foi ainda pior, porque acho que tem tido mais procura", conta. 

Enelita conseguiu comprar ingressos para basquete de cadeira de rodas, goalball e natação. Uma das amigas que pôde assistir a competições graças a ela foi a professora Marinha Matias Lício, de 57 anos. Ela acredita que os preços mais baixos aumentaram a demanda e dificultaram a procura. "Na Olimpíada, não conseguimos nada por menos de R$ 50. Agora, os preços melhoraram bastante. É melhor se você quiser ir com a família, porque ainda tem que pagar o transporte e a comida no Parque Olímpico, que é super cara", disse. 

Mas toda a ginástica por ingressos valeu a pena para as amigas. "Você chegava na Olimpíada e via tudo vazio. Pelo menos agora os estádios estão mais cheios", comenta. 

?Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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