Marcus D'Almeida, do tiro com arco

Campeão mundial júnior em 2015, atleta é esperança de medalha para o Brasil na Rio 2016

Por O Dia

Rio - Toda a vez que Marcus D'Almeida parte em busca de um desafio internacional, uma torcedora especial fica vibrando por ele em Maricá. Pela Internet, a mãe, Denise, monitora todos os campeonatos do menino prodígio do tiro com arco, que virou motivo de orgulho para toda a família. Com apenas 18 anos, Marcus já acumula grandes resultados na modalidade e desponta como promessa de medalha para o país nos Jogos Olímpicos do Rio.

"Ele sempre insistiu no que queria e essa característica ele leva para o esporte, mas com tranquilidade. Ele está fazendo o que gosta e continua com a simplicidade que sempre teve. A determinação e a dedicação também são as mesmas", afirma Denise, que não esconde o orgulho do filho: "Quando ele viaja, eu acompanho os resultados pelo sites seja a hora que for, mesmo de madrugada. Sempre vale a pena. Em primeiro lugar, porque é meu filho e depois por causa dos resultados".

Macus D'AlmeidaAgência Petrobras

Desde 2014, Marcus tem dado muitos motivos para Denise e toda a família comemorarem. Em agosto daquele ano, quando já apresentava resultados expressivos no cenário internacional, ele foi porta-bandeira do Brasil na Olimpíada da Juventude de Nanquim e saiu da China como uma medalha de prata.

Seus feitos não pararam por aí. Em setembro de 2014, disputou a final da Copa do Mundo, que reúne os oito melhores arqueiros na temporada e, pela primeira vez, contou com a participação de um brasileiro. Competindo com atletas mais velhos, Marcus mais uma vez se destacou e saiu de lá como vice-campeão. Tantos resultados expressivos deram ao brasileiro o prêmio de revelação de 2014 na cerimônia de gala da Federação Internacional da modalidade, nos Estados Unidos. Em junho de 2015, ele foi campeão mundial júnior, também nos Estados Unidos.

Marcus começou na modalidade aos 12 anos, em Maricá, onde mora a sua família e onde funciona um centro de treinamento da Cbtarco. Toda a sua base no esporte ele deve a Dirma Miranda, sua primeira técnica e considerada um verdadeiro anjo da guarda em sua carreira. “Ela foi a base, meu chão. Foi alicerce do que eu sei”, diz o atleta, que deixou a mãe com o coração apertado quando foi treinar no CT de Campinas aos 14 anos, ficando lá por dois anos. "Mãe é eternamente preocupada. Mas fiquei mais calma porque sei que ele é tranquilo", diz Denise, com motivos de sobra para se orgulhar do filho.