Serginho, do vôlei

Jovialidade contagiante e currículo de veterano

Por O Dia

Serginho%2C do vôleiAgência Petrobras

O jeito descontraído contagia os companheiros. Campeão olímpico em Atenas (2004), Serginho mantém o espírito jovial, mas com um currículo de veterano. Com uma longevidade impressionante nas quadras, ele segue jogando em alto nível aos 40 anos e voltou a ser chamado pelo técnico Bernardinho no ano passado ano para a seleção brasileira de vôlei.

"Voltar à Seleção para mim foi uma honra! Fico feliz pelo fato de estar jogando em alto nível. A minha posição favorece, apesar de ter 40 anos. Dificilmente, se eu fosse atacante, estaria jogando em alto nível. Mas os anos dedicados ao vôlei e aos treinamentos e, principalmente, a parte física me ajudaram. É lógico que as viagens têm o seu desgaste, mas está valendo o sacrifício, ainda mais por saber que ainda sou uma referência no esporte", diz o líbero.

Serginho nasceu no Paraná, mas foi criado em Pirituba, periferia de São Paulo. Antes de entrar no vôlei, ele vendeu água sanitária na rua, colocou papel de parede e trabalhou como empacotador de supermercado. O vôlei surgiu na vida dele aos 12 anos, nas aulas de Educação Física. Aos 14, ele passou por uma peneira para jogar no Palmeiras e, três anos depois, estava no Guarulhos. De lá, transferiu-se para o São Caetano, como líbero, posição em que se tornou uma referência.

A primeira convocação para integrar a seleção brasileira, comandada pelo técnico Bernardinho, veio em 2001. De lá para cá, foram muitas conquistas, entre elas a consagração com o ouro olímpico nos Jogos de Atenas (2004). Seu currículo ainda inclui dois títulos mundiais, em 2002 e 2006, e duas pratas olímpicas, em Pequim (2008) e em Londres (2012).

Ele ainda se tornou o primeiro líbero a ser eleito o melhor jogador de uma edição da Liga Mundial, em 2009. Com sua garra, Serginho virou um dos símbolos da vitoriosa geração do vôlei nacional e já mostrou que ainda tem fôlego para dar muitas alegrias ao torcedor brasileiro.