Por rafael.arantes

Rio - A princípio nada mudou. De casa, em Nova Iguaçu, até São Januário, Diogo Silva perde quase duas horas todos os dias por causa do trânsito e, nas ruas, poucos são os torcedores que já o reconhecem e pedem autógrafo. Entretanto, a vida do jogador começou a ter uma reviravolta desde que Carlos Germano, preparador de goleiros e que fez história no clube, o indicou como titular para o técnico Dorival Júnior. Além do sentimento de gratidão, Diogo não esconde admiração que tem pelo ídolo.

Diogo Silva vem ganhando espaço no VascoCarlos Moraes / Agência O Dia

Foram mais de dois anos como terceiro goleiro do Vasco. Tempo para amadurecer, evoluir e aprender de perto com a pessoa que sempre foi uma de suas referências no futebol. Na sua infância, em Cuiabá, Diogo Silva acompanhava Carlos Germano pela televisão sem imaginar que um dia ia trabalhar com o ex-jogador. Hoje com 27 anos, ele agradece a chance que seu ‘professor’ o deu.

“Carlos Germano foi um dos maiores goleiros que a minha geração viu pela televisão. E ele é um exemplo de pessoa e profissional para mim. Em todos os treinamentos tento sugar as dicas e conselhos que recebo dele. Se conseguir 10% das coisas que o Carlos Germano conquistou aqui em São Januário estarei realizado e muito feliz”, disse o camisa 25.

Desde a sua indicação para o time titular já passaram-se dez dias e dois clássicos, contra Flamengo e Fluminense. Diogo Silva acredita ter mostrado bom desempenho em ambos ao sofrer apenas dois gols. Ele, porém, quer ajudar mais.

“Não imaginava que a chance ia pintar justamente nos dois clássicos, mas estava preparado. Acho que foram duas atuações seguras. Agora é continuar assim, subir um degrau por vez. O meu grande sonho é sempre ir bem na próxima partida. Quero ajudar o time e temos condições de conquistar um título até o fim do ano”, avaliou.

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