Por bernardo.argento

Rio - Encerrado o prazo de recadastramento dos sócios, as eleições no Vasco apontam para um cenário de polarização dos votos. Pesquisa do Instituto Brasileiro Número Um (IBN) com 1.616 sócios, realizada entre 16 de setembro e 30 de outubro, revela que Eurico Miranda e Roberto Monteiro dividem a preferência dos eleitores. O candidato da chapa Volta Vasco, Volta Eurico tem 31,9% das intenções de voto, contra 27% de Roberto Monteiro (da chapa Identidade Vasco). Em terceiro lugar vem Júlio Brant (Sempre Vasco), com 15,8%. Os outros quatro candidatos (Tadeu Correia, Nelson Rocha, Eduardo Nery e Marcio Santos) somam 2,3%.

Eurico está em primeiro na pesquisa de intenção de votosDivulgação

Na reta final para as eleições de 11 de novembro, o voto determinante ficará mesmo a cargo dos indecisos. Segundo o levantamento, 12,2% dos sócios ainda não escolheram candidato a presidente, enquanto 10,8% não opinaram. A pesquisa espontânea foi feita durante o processo de recadastramento, em São Januário, considerando os sócios pagantes e não pagantes. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Segundo Erika Assmann, estatística da UFRJ, a indefinição deve persistir até o dia das eleições, acirrando a disputa pelo voto dos indecisos. Ela ressalta, no entanto, que o eleitor está mesmo dividido entre dois nomes que já são mais conhecidos pelos sócios. Um fator determinante, segundo Erika, é a rejeição dos candidatos medida pelo IBN.

Apesar de estar em primeiro%2C Eurico também é o líder no quesito rejeiçãoDivulgação

De acordo com a pesquisa, 42% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Eurico Miranda, consolidando o seu alto índice de rejeição. Outros 18% descartam o voto em Júlio Brant e 10,4% em Roberto Monteiro. Os demais candidatos somam 3,1% de rejeição.

“Um dado que chama a atenção é o aumento da rejeição a Julio Brant, principalmente entre os sócios não pagantes. Esse índice subiu de 14,1% para 18% na segunda fase do recadastramento, que atinge principalmente os sócios mais antigos do Vasco. Nesse grupo, o candidato não encontra muita receptividade”, afirma Erika Assmann.

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