Justiça penhora 20% das receitas do Vasco por calote na compra de Diogo Silva

Diretoria de Roberto Dinamite não pagou o que deveria ao Nova Iguaçu e Justiça decide por bloquear rendas, patrocínios e direitos de transmissão

Por O Dia

Rio - A nova gestão de Eurico Miranda começará a próxima temporada com uma herança maldita deixada por Roberto Dinamite. Por conta do não pagamento de R$ 1 milhão ao Nova Iguaçu pela compra do goleiro Diogo Silva em 2012, o Vasco terá 20% de todas suas receitas penhoradas até que o valor seja alcançado.

LEIA MAIS: Marquinhos Santos não vem mais para o Vasco

Diogo Silva chegou ao Vasco em 2012Divulgação

Nesta semana, a Justiça proferiu a sentença final do processo que teve início em junho de 2013 e cujo acordo, não cumprido, foi assinado pelos dois clubes em outubro do mesmo ano. O Vasco deveria pagar dez parcelas de R$ 100 mil ao Nova Iguaçu, porém, não depositou nenhuma.

Com os reajustes e os honorários, que devem ser custeados pelo Gigante da Colina, o valor atualmente é de R$ 1.186.088,05. Para que haja a garantia do pagamento ao clube da Baixada Fluminense, foi determinado o bloqueio de 20% das rendas brutas das partidas com mando do Vasco, do patrocínio da Caixa, dos direitos de transmissão do Carioca e do Brasileirão de 2015 e de qualquer outra quantia que entre nos cofres do Cruzmaltino.

Diogo Silva chegou ao clube em maio de 2011 com contrato de empréstimo por um ano. Antes mesmo que o vínculo chegasse ao fim, a diretoria vascaína da época fez valer sua prioridade e decidiu adquirir 100% dos direitos federativos dele, que já estavam pré-avaliados em R$ 1 milhão.

Devido a uma sequências de falhas na campanha que terminou em rebaixamento no Brasileiro de 2013, o goleiro virou alvo de ataques da torcida e passou a não ter mais oportunidades após a chegada do uruguaio Martín Silva. O XV de Piracicaba está tentando sua contratação por empréstimo para a disputa do Paulistão do ano que vem. O vínculo com o Vasco vai até maio de 2016.

Mais pimenta na rivalidade com o Fluminense

A decisão da Justiça pela penhora aumenta ainda mais a rivalidade entre o Cruzmaltino e o Fluminense tendo em vista que o escritório que venceu o causa para o Nova Iguaçu foi o de Mário Bittencourt, atual vice de futebol do Tricolor.

Os rivais tem trocado farpas por conta do posicionamento de suas torcidas no Maracanã durante o próximo Campeonato Carioca. O Flu, que possui contrato com o consórcio que administra o estádio, não aceita deixar o lado direito das cabines de transmissão, local que Eurico garante que é do Vasco por direito. A discussão promete ficar ainda mais quente em 2015.