Nei fala sobre emoção de voltar a jogar pelo Vasco e projeta evolução no time

Lateral atuou novamente com a camisa do Cruz-Maltino após um ano e três meses afastado da equipe e treinando separado

Por O Dia

Rio - Quando saiu de campo expulso na derrota do Vasco para a Ponte Preta, por 2 a 1, no dia 27 de outubro de 2013, Nei não imaginou que começaria o pior período de sua vida. Afastado pela antiga diretoria, o lateral-direito teve que treinar separadamente por mais de um ano sem saber ao certo qual seria o seu futuro. Com 29 anos, ele não desistiu e foi recompensado por tanto esforço. Reintegrado ao grupo, ganhou nova chance entre os titulares contra o Macaé, agradou à comissão técnica e não conseguiu segurar a emoção com a volta por cima.

Após um ano e três meses afastado, Nei voltou ao Vasco na última rodada do CariocaDivulgação

Foram 473 dias sem sentir o gosto de começar uma partida. Nei viveu a apreensão do reencontro com a torcida. Mas a sua entrega em campo foi reconhecida pelos vascaínos. Em vez das habituais vaias que o acompanharam em 2013, recebeu aplausos e teve o nome gritado em São Januário.

“Digo obrigado à torcida. Sei que a impressão que ficou do Nei não foi boa. Só tenho a agradecer. Nesse jogo, eles me deram total respaldo e me ajudaram. Eu quero mostrar para os vascaínos que tenho condições. Eu vou fazer de tudo para ter a torcida do meu lado. Como falei, eu quero títulos”, disse, emocionado, em entrevista ao site oficial do Vasco.

Mas não foram as cobranças externas que mais incomodaram. O camisa 2 admitiu que se cobrou muito no período em que ficou afastado. Por isso, manteve a disciplina e chamou a atenção de todos por voltar ainda mais em forma, com direito a ganho de massa muscular: “Com certeza, me cobrei. Por onde eu passei, fui campeão e capitão. Quando eu parar de jogar, quero olhar para trás e ver que fiz tudo o que um vencedor faz. Aqui não pode ser diferente”, completou.

Doriva testa novas opções na equipe

Doriva é daqueles treinadores que não mexem muito e preferem manter a base para dar entrosamento ao time. No entanto, com o passar dos jogos e ciente de que precisará abrir o leque de opções para a sequência do Campeonato Carioca, com a chance de ter atletas suspensos e outros machucados, como o volante Jean Patrick e o lateral-direito Madson, o comandante já avalia quem pode ganhar oportunidade.

Os meias Jhon Cley e Julio dos Santos saíram na frente: “Ter várias opções é muito bom e isso tem acontecido agora. Nós queremos manter a pegada e a atitude e temos trabalhado outros atletas com isso em mente”, destacou Doriva.