Por fabio.klotz

Rio - Existe uma máxima no futebol: "clássico é decidido nos pequenos detalhes". Quem nunca a ouviu em semana de jogo decisivo? E foi isso que os jogadores do Vasco voltaram a ressaltar dias antes da semifinal com o Flamengo. Mas, desta vez, a afirmação fugiu do discurso de praxe. Em São Januário, o tom foi de alerta. Nos dois clássicos entre os clubes neste ano, erros individuais custaram bem caro e ajudaram a aumentar o jejum de nove jogos que incomoda o Gigante da Colina.

Luan destaca aprendizado para o Vasco não errar contra o FlamengoDivulgação

Embora a defesa seja um dos setores mais sólidos do Vasco do técnico Doriva, o sistema deu panes significativas diante do Rubro-Negro. No primeiro embate, na estreia de ambos nesta temporada, o volante Sandro Silva perdeu a bola ao tentar um lance de efeito na entrada da área e viu Everton marcar pelo Flamengo o único gol na partida válida pelo torneio amistoso Super Series.

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O segundo duelo foi ainda pior. O time perdeu por 2 a 1 de novo com dois erros individuais. O goleiro Martín Silva errou a reposição da bola e deixou Alecsandro em condições de abrir o placar. Na etapa final, Guiñazu fez pênalti em Marcelo Cirino, que já tinha marcação por perto.

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Luan, que não estava em campo na partida da Taça Guanabara, defendeu seus companheiros, mas admitiu que o Vasco precisará de mais atenção para não ser surpreendido mais uma vez pelo seu arquirrival.

“Nós somos seres humanos. Trabalhamos todos os dias para minimizarmos erros como os que aconteceram. O passado serve como lição para aumentarmos ainda mais a atenção. Clássicos decisivos não nos permitem esse tipo de coisa e não podemos deixar acontecer outra vez”, afirmou o zagueiro, que acrescentou:

“Sofremos gols nos últimos jogos e não estamos satisfeitos. O importante é ter a cabeça no lugar e frieza em campo.”

Diretoria fecha treinos até o clássico

Se o clássico com o Flamengo é encarado como um campeonato à parte pelo Vasco, a diretoria do clube mudou a rotina de São Januário pela segunda vez no ano. Assim como na semana que antecedeu o duelo entre os clubes pela Taça Guanabara, o treino desta quinta-feira foi realizado de portas fechadas, sem a presença de jornalistas, que acompanharam apenas as entrevistas coletivas. Fotografias e imagens das atividades também foram proibidas. A determinação vai seguir nesta sexta-feira e sábado. Luan fugiu da polêmica ao falar sobre o assunto.

“Sou assalariado, um funcionário do clube. Apenas sigo ordens (risos). Quem definiu isso (portões fechados) foi o presidente do clube. Se ele pediu, está pedido e ninguém vai lá reclamar com ele”, brincou o atleta.

Na semana do último clássico, sem a imprensa, Eurico Miranda entrou em campo e se reuniu com o grupo para falar sobre a importância do jogo contra o Flamengo.

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