Esperança sem fim no Vasco

Uma geração de pequenos vascaínos sonha comemorar pela primeira vez a conquista do Carioca. Um deles tem um motivo ainda mais especial: Lucas nasceu no dia do título de 2003

Por O Dia

Rio - Uma geração de pequenos vascaínos de Vila Isabel aguarda com muita ansiedade os dois jogos decisivos com o Botafogo. Também pudera, até hoje Luizinho, Renan, a caçulinha Sofia, e os xarás Luquinhas nunca soltaram o grito de campeão carioca. Como tantos outros torcedores mirins que nasceram do dia 23 de março de 2003 em diante - quando o Vasco levantou pela última vez a taça, ao vencer o Fluminense por 2 a 1 na final -, eles sonham com a primeira conquista no Estadual.

Lucas nasceu no mesmo dia em que o Vasco venceu seu último CariocaDaniel Castelo Branco

Em meio a disputadas partidas de botão, futebol ou bolinha de gude, nos pátios das vilas do bairro de Noel ou na comunidade do Morro dos Macacos, a decisão do campeonato é sempre assunto. Mas para um torcedor-mirim a partir de hoje a final se tornou ainda mais especial. Lucas Minervino Gomes, de 12 anos, é uma referência dos dias gloriosos do passado vascaíno e, quem sabe, um presságio para um título que teima em bater na trave há mais de uma década. O garoto de Campina Grande, na Paraíba, descobriu pelo O DIA que nasceu no mesmo dia em que o Vasco conquistou o seu último título carioca.

“Não sabia disso, não!”, disse, com olhar surpreso, ao ser informado sobre a feliz coincidência ao revelar a sua data de nascimento.

“Cheguei ao Rio com três anos. Não tinha time e gostei do Vasco. Sou fã do Juninho Pernambucano e gosto do Martín Silva, que é o melhor. Zoei muito a minha família, que é Flamengo. Mas este ano é o Vasco que vai levantar a taça”, garantiu, com um sorriso enorme no rosto, o aprendiz de craque que sonha com dias melhores.

Em uma vila do bairro de Noel%2C pequenos vascaínos esperam comemorar o primeiro título cariocaDaniel Castelo Branco

“Sou volante, gosto de marcar, chego junto, empurrando. Quando crescer, quem sabe vou conseguir jogar no Vasco?”.

A convicção no título é a mesma de outro torcedor-mirim de carteirinha. “A primeira roupa que vesti foi a do Vasco. Meu pai sempre me leva aos jogos. Não tem para ninguém. Vai acabar o tabu e vamos ganhar”, prevê o pequeno Lucas Natorf, do alto dos seus oito anos.

Os caçulinhas da Vila não ficam atrás. Sob a inspiração do superpai e tio João Luiz Montano, que não pensa em outra coisa, Luizinho e a prima Sofia, de seis meses, já estão vestidos a caráter para a final.

Garotos tentam refazer o cruzamento%2C de letra%2C do meia Léo Lima%2C que terminou no gol do título de 2003Daniel Castelo Branco

“Já pedi ao meu pai para me levar ao jogo, mas não sei se vou. Na minha casa, todo mundo é Vasco e desta vez não vai passar”, afirma Luizinho. O inquieto Renan Fisciletti, 7 anos, também esbanja confiança: “Não vai ter para ninguém, é Vasco!”.