A nova cara do Vascão

Do calmo Doriva ao pilhado Celso Roth, time muda de hábitos na Colina

Por O Dia

Rio - Ainda não se sabe ao certo qual será a cara do Vasco a partir de agora. Mas, em São Januário, uma coisa já ficou clara. A mudança de comando mexeu com a rotina, mudou hábitos e deu novo gás ao grupo. Saiu a tranquilidade de Doriva, que nem sequer falava palavrões, para a entrada de um Celso Roth explosivo, pilhado e impaciente em busca da recuperação do time no Brasileirão.

Celso Roth tem um estilo mais agitado que DorivaPaulo Fernandes/Vasco.com.br/Divulgação

“Desculpem, estou sem voz”. O pedido veio de quem se disse gripado, mas que não poupou os gritos e os xingamentos nos últimos dias. Nem mesmo um erro de português de Rafael Silva passou batido pelo comandante detalhista no treino de quarta-feira: “Rafael foi querer me responder rapidamente e, em vez de falar ‘sei’, ele disse ‘sabo (sic)’. Foi motivo de muita risada no treinamento”. Momentos de descontração, no entanto, foram poucos.

LEIA MAIS: Notícias, contratações e bastidores: confira o dia a dia do Vasco

Seguindo o estilo linha dura, Celso Roth manteve a seriedade e não deu sossego aos atletas. Ele cobrou, orientou e exigiu do grupo mais atitude. “Peguei um ótimo trabalho de seis meses do Doriva. É um elenco campeão carioca. Por isso, não quero marcação só, pois o Vasco não é apenas isso. Quero equilíbrio, personalidade e coragem no ataque também”, afirmou o treinador, que aproveitou para fazer um alerta.

“Não adianta chegar com essa energia toda, passar os melhores trabalhos, ter os melhores equipamentos se os jogadores não aceitarem o que eu quero propor. Mas senti que todos estão atentos”, elogiou.

Embora assuma que manterá a base do time que perdeu para o Sport, na rodada passada, Celso Roth faz mistério, mas deixa no ar que o Vasco pode entrar em campo com algumas novidades amanhã, contra o Flamengo: “Se eu vou revelar a escalação? É lógico que não.”

STJD pune com um jogo e R$ 20 mil

Julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Vasco foi punido com a perda de um mando de campo e multa de R$ 20 mil. O clube foi considerado culpado pela explosão de uma bomba no gramado de São Januário após a derrota (3 a 1) para o Cruzeiro, no dia 13.A pena, porém, deve ser cumprida na partida contra o São Paulo, já negociada para ocorrer em Brasília.

Denunciado no artigo 213 do CBJD — ausência de providências para prevenir e reprimir desordens e lançamento de objetos em seu estádio —, o clube poderia pegar até dez jogos de gancho.