Rio - Torcida e time viveram verdadeira lua de mel no Campeonato Carioca, jogaram juntos em estádios lotados, conquistaram o título e acabaram com um jejum de 12 anos na competição. Mas a relação esfriou no Brasileiro. Vieram os maus resultados, os protestos e a desconfiança. Lugares de sobra em São Januário e no Maracanã. O Vasco, entretanto, está determinado a reatar com seu 12º jogador e, embalado após três vitórias seguidas, espera casa cheia e festa na Colina, domingo, contra o Palmeiras.
Do Carioca para cá, o Vasco atuou sete vezes em São Januário e apenas uma no Maracanã. Em nenhum dos jogos teve apoio em massa de seus torcedores. No clássico com o Fluminense, por exemplo, boa parte dos vascaínos optou por seguir a orientação da diretoria e boicotar a partida.
Ciente de que é hora de embalar na competição e, finalmente, fugir da zona de rebaixamento, onde o time está desde a quarta rodada, o técnico Celso Roth escalou seu primeiro reforço para o confronto com o Palmeiras: o torcedor.
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“A torcida do Vasco é fantástica. Nem preciso convocá-los para o jogo com o Palmeiras, porque tenho certeza de que eles vão estar em peso em São Januário. Não falo de qualquer torcida. É fundamental neste momento, mesmo entendendo que o time ainda não joga o seu melhor futebol. Mas existe o esforço para as coisas melhorarem e os vascaínos já perceberam isso”, afirmou.
Há duas semanas, porém, o cenário não era tão amistoso. Membros de organizadas, após ameaçar e xingar o time durante um desembarque no Rio, se reuniram com representantes da diretoria e do grupo para pedir empenho. No encontro, ouviram promessas de que a má fase iria passar.
Dentro de campo, Roth quebra a cabeça para definir o time titular. O treino de hoje será realizado com portões fechados, mas, com a volta de Dagoberto e Andrezinho, ele provavelmente não repetirá a escalação com três volantes do jogo contra o América-RN.
EURICO É INTERNADO PARA EXAMES
O presidente Eurico Miranda foi submetido ontem a um exame de endoscopia por causa de uma infecção urinária. O dirigente foi internado em um hospital da Zona Sul, mas seu caso não preocupa e ele deve ter alta hoje. Entretanto, existe a possibilidade dele se ausentar do clube por alguns dias. Neste caso, o vice-presidente geral Fernando Horta, assumiria o comando.
Recentemente, Eurico até ironizou a preocupação de seus adversários políticos com sua saúde. Com convicção, ele garantiu não ter problemas, que está bem e que não sairá de licença nem deixará a presidência do clube no momento. “Não pedi, nem vou pedir licença. Estou tranquilo”, disse o dirigente em uma entrevista em São Januário.