Por pedro.logato

Rio - O presidente Eurico Miranda fala até em ir para a Sibéria se o Vasco for rebaixado, mas já não garante que Celso Roth seguirá no comando do time. Em coletiva, Eurico criticou a postura defensiva da equipe e deixou claro que não faz mais planos a longo prazo sobre a permanência do treinador. Embora assegure que não interfere na escalação do time, Eurico bancou Jorge Henrique em campo hoje, às 18h30, contra o Coritiba, no Maracanã, confronto direto no Z-4 e num jogo em que só a vitória salva Roth.

Celso Roth pode ter a sua última chance contra o CoritibaDivulgação

Jorge Henrique, que assinou contrato até dezembro de 2016, foi apresentado ao lado do volante chileno Felipe Seymour, treinou pouco com os novos companheiros, mas, diante da determinação do presidente, não fugiu da responsabilidade: “Não vim para ser a solução do ataque, mas quero ajudar demais os meus companheiros.”

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A pressão sobre o treinador é enorme, mas Eurico diz não se meter no trabalho de Roth. No entanto, deixou claro o que espera do treinador na partida de sábado à noite.

“Quem escolhe o time é o técnico, mas ele tem de raciocinar. Eu faço a contratação de atacante e vai ficar esperando ele cortar a unha para jogar? O cara me pede jogador, eu trago e ele não atua?”, disse o dirigente, mostrando-se incomodado também com a postura do time.

“Falei há algum tempo que o Vasco não pode ter equipe para se defender. Tem que atacar e jogar de igual para igual. Não pode passar o jogo todo atrás e é isso que espero a partir de agora”, avisou. Eurico não cravou o futuro de Roth: “Ele hoje é funcionário, mas as pessoas podem estar aqui e podem deixar de estar.”

E se ficar tarde demais para mudar o comando do time? O dirigente mantém o otimismo. “Já falei que a palavra rebaixamento aqui é proibida. Se achar que o Vasco vai ser rebaixado, eu vou para o lugar mais distante da Sibéria. Não vai acontecer.”

Treinamento fechado e mistério na escalação

O aviso em um dos portões de São Januário era claro. O acesso mesmo para os funcionários estava restrito até segunda ordem. A preocupação era com novos protestos de torcedores, um dia após o desembarque tumultuado do time, o que não se concretizou. Com portões fechados, o técnico Celso Roth teve tranquilidade para fazer os últimos ajustes na equipe.

E o treinador tem no mistério uma de suas principais armas. Se o presidente Eurico Miranda confirmou a presença de Jorge Henrique, Luan, que voltou a treinar depois de uma lesão, ainda é dúvida.

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