Nervos de aço, a arma do Vascão

De olho no lado emocional de seus atletas, Jorginho pede concentração contra o Avaí

Por O Dia

Rio - A cinco pontos do Goiás, primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Vasco está embalado no Brasileirão. Mas outro adversário surge para pôr à prova o bom momento da equipe: a ansiedade. Experiente, o técnico Jorginho sabe que o lado emocional será fundamental nas últimas rodadas e orienta seus comandados. Na véspera da decisiva partida contra o Avaí, em Florianópolis, a ordem é manter a concentração.

A cada jogo, a euforia da torcida aumenta, as chances de queda diminuem e as atuações do Vasco dão a certeza que a má fase ficou no passado. Em São Januário, porém, embora escapar do rebaixamento seja visto como um grande feito, jogadores e comissão técnica têm encarado uma possível permanência na Série A como obrigação. Nada de festa, portanto.

Vasco se prepara para encarar o AvaíPaulo Fernandes/Vasco.com.br

Seis pontos separam Vasco e Avaí na tabela. Por isso, o duelo de amanhã, na Ressacada, é visto como um dos confrontos fundamentais para a recuperação do clube no Brasileirão. Mas Jorginho prefere deixar de lado a atmosfera que cerca o duelo para evitar problemas.

“Não pode haver ansiedade. Isso atrapalha. Existe um desejo muito grande de sair da zona de rebaixamento. A gente começou a ver um horizonte diferente, melhor, mas não podemos perder o foco. Por isso, é importante esquecer o que está fora e focar um jogo por vez”, disse o treinador.

Com os pés no chão, Jorginho prevê um jogo muito difícil. Tanto que o treinador ficará satisfeito se conseguir somar pontos, seja com a vitória ou com um empate.

“Sabemos o quanto vai ser complicado. Trabalhei um ano no Figueirense e vi o quanto o Avaí é difícil de ser batido dentro da Ressacada. É um time parada dura, que joga muito bem dentro de casa e tem uma torcida sempre presente. A gente vai em busca dos três pontos, mas eles também querem. Não podemos bobear”, decretou.