Vascão usa a cautela como arma

Time perdeu só um clássico oficial em 2015, mas afasta o favoritismo antes de jogo decisivo contra o Flu

Por O Dia

Rio - Se o ano do Vasco não está do jeito que o torcedor esperava, nos clássicos regionais não teve para ninguém em 2015. Em duelos oficiais — fica fora o torneio amistoso Super Series —, o Gigante jogou 12 vezes contra seus principais rivais, venceu oito, empatou três e perdeu apenas um. Contra o Fluminense, o clube de São Januário vai para seu último confronto da temporada contra cariocas. E, mais do que nunca, tem de fazer valer o retrospecto, mesmo que o técnico Jorginho o minimize.

Contra o Tricolor a superioridade é ainda maior. O Vasco não perde para o adversário desde dezembro de 2012. Desde então, foram sete vitórias e três empates. Os números conspiram a favor, mas a atmosfera é dramática para a equipe. Por não poder desperdiçar mais pontos a seis rodadas do fim da competição, o clássico ganha ainda mais peso e tem cara de decisão na Colina. Mas ninguém quer saber de favoritismo.

Vasco se prepara para o clássico de domingoPaulo Fernandes / Vasco.com.br / Divulgação

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“Cada jogo é uma história diferente. Não levo em conta a escrita, o retrospecto e a matemática que fazem. O importante, no entanto, é que estamos em ascensão. Estamos bem e dispostos a buscar essa recuperação. Mas sabemos que teremos um grande rival pela frente e tudo pode acontecer”, ressaltou o técnico Jorginho, que não vê vantagem em enfrentar um clube que acabou de ser eliminado nas semifinais da Copa do Brasil.

“Não costumo olhar por esse ângulo. O Fluminense vislumbrava algo maior e vem mordido. Eles ainda precisam somar pontos e têm uma equipe de extrema qualidade. O Eduardo Baptista é um excelente treinador. Vai ser complicado”, acrescentou.

A distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento segue em quatro pontos. O que diminuiu foi o número de rodadas para escapar da degola. Jorginho, porém, mantém o otimismo: “Decidimos acreditar e vamos alcançar o nosso objetivo.”

TÉCNICO SOBRE THALLES: ‘SOU PAI’

Na entrevista coletiva após o treino, Jorginho comentou o desabafo que fez sobre a ausência do atacante Thalles na partida com o Grêmio. O jogador, que perdeu o avô antes da partida, não se reapresentou no dia combinado e acabou fora da lista de relacionados. O comandante não gostou e o criticou publicamente após o empate no Maracanã. O assunto, porém, parece superado em São Januário.

“De vez em quando um puxão de orelha faz bem. Sou pai. Tenho quatro filhos e três são mais velhos que o Thalles. É bom para ele. Liberei o atleta para o enterro do avô, que era muito querido, mas determinei que voltasse depois. E ele não se apresentou. Não tem que passar a mão na cabeça, mas tudo foi resolvido”, disse Jorginho.