Por jessica.rocha
Publicado 02/12/2015 21:00 | Atualizado 02/12/2015 21:05

Rio - O lema é mistério em São Januário. A uma rodada de decidir seu destino no Campeonato Brasileiro, o Vasco treinou com os portões fechados, sem os olhares da imprensa. Logo após, foi a vez do lateral-esquerdo Julio César comentar sobre a atual fase vivida pelo Cruzmaltino e ressaltou que o sigilo no treinamento, as vezes, é essencial para obter bons resultados.

"Principalmente as jogadas ensaiadas que aparecem na televisão, com portão fechado consegue trabalhar com tranquilidade, e o Jorginho focar mais. Maioria dos clubes fazendo isso. Atlético-PR é pioneiro nisso, lá fora também é bem fechado, fica difícil para falar, mas para mim é indiferente, tanto faz com a imprensa ou sem", afirmou. 

Questionado sobre o psicológico do elenco, Julio César afirma que já esteve bastante abalado. Porém, as últimas vitórias fizeram a equipe se animar, apesar da situação ser ainda difícil.

"Nosso psicológico já esteve há muito mais tempo abalado, quando fechou o turno com 13 pontos estava complicado, não vencia, era chacota, muitos de vocês dando o Vasco como rebaixado, o que era normal pelo que a equipe vinha jogando e tinha de pontos. Hoje, chegar vivo na última rodada já é uma vitória muito grande, não pela grandeza do Vasco", disse.

Julio Cesar mostra confiança para o jogo contra o CoritibaPaulo Fernandes / Vasco.com.br / Divulgação

O lateral ressalta que, em caso de queda diante o Coritiba, neste domingo, às 17h, no Couto Pereira, o Cruzmaltino seguirá com a cabeça erguida por todo o trabalho e luta feita no segundo turno do Brasileirão.

"A gente já queimou a lingua de muita gente. Pode até acontecer de cair, mas vai ser com dignidade. Brasil todo torcendo pro Vasco ficar, porque estão vendo o esforço de todos, o que o time está jogando, são 14 jogos com uma derrota só. Não me lembro de ter feito 15 jogos e perdido um só. Temos tudo para ganhar e conseguir a permanência", acrescentou.

De campeão carioca a favorito ao rebaixamento, o Vasco teve seus altos e baixos em 2016. E, caso se livre da degola,já tem até inspiração para nome de livro: "Isso é muito ruim, vivi um pouco isso ano passado com o Botafogo. Preferia estar brigando por titulo, é mais tranquilo, valorização maior. Mas se a gente conseguir dá pra fazer um filme, um livro, história sendo bonita. (Nome do livro?) Ih, não sei (risos). 'Os sobreviventes'. Está sendo batalha atrás de batalha", finalizou.

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