Condição do gramado de Édson Passos preocupa o Vasco

Rodrigo teme que estilo de jogo seja prejudicado

Por O Dia

Rio - Com passes rápidos e um futebol que animou o torcedor, o Vasco foi o destaque da primeira rodada do Campeonato Carioca ao golear o Madureira por 4 a 1. Mas, para a sequência da competição, o mau estado de alguns gramados preocupa os comandados do técnico Jorginho. Amanhã, contra o América, a grama alta de Édson Passos, que deixa o jogo bem mais lento, pode prejudicar o estilo de jogo vascaíno.

“Vamos sofrer um pouco com o gramado, mas acho que é um problema que todos os times vão ter. Temos a dificuldade do adversário e a questão do campo é para os dois, eles apenas levam vantagem por conhecer o gramado, por treinarem lá”, disse o zagueiro Rodrigo.

Em um ano de resgate após o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, o capitão vascaíno já vê o time da Colina em um estágio diferente e acha que há uma mentalidade bem definida para a disputa do restante da temporada.

Vasco se prepara para enfrentar o AméricaPaulo Fernandes/Vasco.com.br

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“Não vou nem comentar muito do ano passado. Esse ano as coisas vão fluir um pouco melhor. Não tivemos que montar a equipe, ninguém teve que conhecer um novo companheiro. Já temos um time que se conhece e está muito tranquilo. O que realmente mudou na mentalidade é que sabemos o que queremos para este ano, que é jogar em nível altíssimo desde a primeira partida do ano” frisa. E acrescenta.

“Aprendemos com os erros. Demoramos para entrar no Brasileirão ano passado e acabou acontecendo o que todos já sabem. A única coisa boa foi resgatar uma equipe que estava muito mal”, explica Rodrigo, que sonha conquistar o bicampeonato carioca. “ Muitos falam que o Estadual não serve, mas para mim serve muito”, avisa.

Diretoria ainda negocia com a Caixa

O Vasco segue sua negociação de patrocínio master com a Caixa Econômica Federal. Ano passado, o clube arrecadou R$ 15 milhões, mas a estatal quer diminuir a cota, visto que o clube foi rebaixado para a Série B do Brasileiro.

O presidente Eurico Miranda não aceita a redução e deseja manter a cota atual. As negociações prosseguem.

“Queremos os R$ 15 milhões. A Caixa tem os problemas dela, tudo bem, mas tem que ser um número que não seja absurdo para o Vasco. (Aceitar a redução) depende da contrapartida”, disse Marco Antônio Monteiro, vice de marketing, ao ‘Globoesporte.com’.